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Ex de Dado Dolabella divulga vídeo do ator justificando agressão após briga por sal

Um novo capítulo na conturbada vida do ator Dado Dolabella veio à tona na noite de 7 de novembro de 2025, quando sua ex-namorada, a modelo e Miss Gramado Marcela Tomaszewski, divulgou um vídeo chocante em seus Stories no Instagram. Gravado dentro de um carro, o registro captura Dado justificando uma agressão física contra ela, afirmando friamente: “Você me deu um tapa na cara, eu te afastei pelo pescoço pra você sair de perto de mim. Você sabe disso, cara”. A legenda irônica de Marcela – “Eu deveria fazer um vídeo falando que eu dei tapa na cara do Eduardo, não foi só o sal, isso iria deixar tudo mais claro” – refere-se ao estopim da briga, uma discussão boba sobre o tempero da comida, e marca uma guinada em sua postura inicial de negação. Esse episódio reacende debates sobre violência doméstica no Brasil, expondo não apenas o ciclo de abusos, mas também o peso da herança familiar de Dolabella, marcada por glórias artísticas e sombras pessoais.

O relacionamento entre Dado e Marcela, que durou cerca de dez meses e começou após o fim de seu namoro com Wanessa Camargo, parecia promissor no início, com postagens românticas nas redes sociais. No entanto, em 26 de outubro, um vídeo viralizou mostrando Marcela com hematomas visíveis no pescoço, braços e mãos, enquanto ela questionava se “merecia” aquilo por pedir menos sal na refeição – ao fundo, Dado respondia com deboche. Amigas como Rafa Clemente divulgaram provas adicionais, incluindo fotos de machucados e mensagens de desespero enviadas à família, o que levou a polícia a comparecer ao condomínio do casal. Inicialmente, ambos negaram agressão em um vídeo conjunto, atribuindo as marcas a uma “briga de casal superada”, e em entrevista ao Domingo Espetacular da Record, Marcela chegou a desistir de uma denúncia, classificando o incidente como “um momento de raiva”. Mas o rompimento oficial, confirmado por Marcela ao Metrópoles no dia 7, mudou tudo, transformando o caso em um alerta público sobre manipulação e gaslighting em relações abusivas.

O vídeo divulgado por Marcela, descrito como a “primeira prova pública” vinda diretamente dela, é um áudio tenso de cerca de um minuto, filmado em close-up no interior do veículo, com os dois visivelmente alterados. Dado, com tom defensivo e quase didático, repete a narrativa de autodefesa, minimizando o ato como um simples “afastar”, enquanto Marcela, ao lado, permanece em silêncio na gravação, mas usa a publicação para contextualizar: “Deixamos o próprio falar. Nenhum vídeo até hoje foi divulgado através de mim, mas esse está sendo, palavras dele”. Essa revelação contrasta com as postagens recentes de Marcela sobre “o manual silencioso de como chamar uma mulher de louca”, destacando distorções como “Eu nunca falei isso. Você entendeu errado”, que fazem a vítima duvidar de sua sanidade. A assessoria de Dado não se pronunciou até o momento, mas o ator já usou as redes para se defender em ocasiões passadas, alegando edições maliciosas em reportagens.

Esse não é o primeiro escândalo de violência envolvendo Dado Dolabella, cujo histórico remonta a pelo menos 18 anos de denúncias. Em 2009, ele foi condenado por agredir uma camareira em um hotel no Rio de Janeiro, caso que ainda tramita em instâncias judiciais. Em 2008, sua ex, a atriz Luana Piovani, o acusou de lesões graves, incluindo tímpano estourado e ossos quebrados no antebraço, durante uma crise de ciúmes. Viviane Sarahyba, outra ex, relatou agressões físicas em 2010, e ele já foi detido por posse de drogas e preso por inadimplência de pensão alimentícia a filhos. Esses episódios pintam um padrão de impulsividade e negação, que Dado admitiu parcialmente em entrevistas, dizendo se arrepender de agressões passadas como a contra Luana, mas sempre contextualizando como “erros de juventude”. Críticos veem nisso um ciclo vicioso, agravado por sua exposição midiática, que amplifica tanto a fama quanto as controvérsias.

Para entender as raízes de Dado, é essencial voltar aos antepassados que moldaram sua trajetória no mundo das artes. Filho único do icônico galã Carlos Eduardo Dolabella (1937-2003) e da atriz Pepita Rodríguez, Dado nasceu em 20 de julho de 1980, no Rio de Janeiro, imerso em um ambiente de sets de filmagem e palcos desde a infância. Aos quatro anos, já estrelava comerciais de sucos Maguary, ecoando a carreira paterna que o levou a papéis inesquecíveis na TV Globo, como em Irmãos Coragem (1970), Selva de Pedra (1972) e O Espigão (1974). Carlos Eduardo, fluente em cinco idiomas e descendente de uma família de empresários – seu avô era dono de companhias importantes –, largou tudo para perseguir o sonho de ator após vencer um festival amador em 1962. Sua morte, em 2003, por falência múltipla de órgãos após 100 dias internado, foi um golpe devastador para Dado, que herdou não só o talento, mas também as pressões de uma linhagem marcada por casamentos turbulentos e exposição pública.

Pepita Rodríguez, mãe de Dado, representa o outro pilar dessa herança artística, com uma carreira sólida no teatro e na TV que influenciou diretamente a entrada do filho em Malhação (2001), onde ele brilhou como o conquistador Robson. Casada três vezes com Carlos Eduardo, Pepita teve Dado como fruto dessa união, mas o casal enfrentou separações e reconciliações públicas, espelhando as instabilidades que Dado replicaria em seus relacionamentos. A família Dolabella, de origem italiana pelo sobrenome – “Dolabella” evoca figuras históricas romanas como o cônsul Publio Cornélio Dolabela –, chegou ao Brasil no século XIX, misturando-se à elite carioca através de negócios e artes. Antepassados como os avós de Carlos Eduardo, ligados a empresas de importação, contrastam com a boemia artística da geração seguinte, sugerindo um legado de contrastes: prosperidade material versus turbulências emocionais, que talvez expliquem, em parte, os padrões comportamentais de Dado.

Em meio a essa tapeçaria familiar de sucessos e falhas, o caso com Marcela Tomaszewski surge como um espelho incômodo, convidando a reflexões mais amplas sobre como o passado molda o presente. Enquanto Dado construiu uma carreira versátil – de novelas como Senhora do Destino (2004) e Chamas da Vida (2008) à vitória em A Fazenda (2009) e incursões na música com o álbum Dado pra Você (2003) –, suas controvérsias pessoais ofuscam os holofotes. Marcela, estilista e empresária de 28 anos de ascendência polonesa, emerge como voz empoderada, alertando para os sinais sutis de abuso que ela mesma ignorou inicialmente. Com veículos como UOL Splash, Metrópoles e IstoÉ cobrindo o caso, o episódio reacende o debate nacional sobre impunidade em casos de violência de gênero, especialmente quando o agressor é uma figura pública. Para Dado, herdeiro de uma dinastia de astros, o caminho à frente exige não só retratação, mas uma ruptura real com o ciclo herdado, antes que as sombras dos antepassados se tornem correntes irremovíveis.

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