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Sobe para 135 o número de vítimas do tornado que destruiu 80% de cidade no PR

Quando a natureza decide mostrar sua força, o espetáculo pode ser tão belo quanto devastador. Ventos que rugem como feras, nuvens densas que engolem o céu e raios que riscam o horizonte são sinais da energia indomável dos fenômenos climáticos. Foi exatamente esse poder que os moradores do Paraná testemunharam na tarde e noite desta sexta-feira, dia 7 de novembro, quando um ciclone extratropical avançou pelo estado, provocando destruição, cortes de energia e medo. O que começou como uma simples mudança no tempo rapidamente se transformou em um evento que ficará na memória de quem o presenciou.

De acordo com informações da Defesa Civil, o ciclone atingiu com maior intensidade os municípios de Rio Bonito do Iguaçu e Candói, na região Sudoeste. A passagem do fenômeno deixou um rastro de prejuízos: árvores arrancadas pela raiz, telhados inteiros voando e estruturas metálicas retorcidas como se fossem de papel. Em Rio Bonito do Iguaçu, parte da cobertura do pátio de máquinas da prefeitura foi completamente destruída, com pedaços arremessados a dezenas de metros. Testemunhas relataram ventos que chegaram a 100 km/h, acompanhados de chuva forte e trovoadas intensas que transformaram as ruas em rios momentâneos.

A Copel confirmou que cerca de 60 mil residências ficaram sem energia elétrica em todo o estado. Em diversas cidades, a escuridão tomou conta logo após o anoitecer, e moradores passaram a noite iluminados apenas por velas ou lanternas de celular. Equipes de emergência foram deslocadas para as áreas mais atingidas, atuando em meio aos ventos e à chuva para remover galhos, restabelecer cabos e auxiliar famílias com casas destelhadas. A empresa informou que mantém um esquema de contingência permanente, com reforço técnico e operacional em regiões consideradas críticas.

Em Laranjeiras do Sul, a força do ciclone também deixou estragos significativos. Cinco ambulâncias foram acionadas para atender vítimas com ferimentos leves, todas encaminhadas para hospitais da região. Nenhuma morte foi registrada, mas os danos materiais e o trauma coletivo são expressivos. Segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), o fenômeno ainda pode provocar novas rajadas intensas, chuvas volumosas e até tornados isolados, especialmente no Sul e no Litoral, nas horas seguintes ao evento principal. A população foi orientada a evitar deslocamentos desnecessários e buscar abrigo seguro em locais reforçados.

Na Grande Curitiba, o alerta também permanece ativo. As previsões indicam a possibilidade de granizo, alagamentos e ventos que podem ultrapassar 80 km/h. As autoridades municipais seguem em estado de atenção, e a Copel mantém suas equipes em campo de forma ininterrupta. Caminhões e técnicos percorrem bairros afetados para restabelecer a energia e remover destroços que bloqueiam ruas. O mar, segundo o Simepar, deve continuar agitado, representando risco para embarcações e atividades costeiras.

O episódio reforça uma lição que se repete a cada evento extremo: a força da natureza é imprevisível e merece respeito. Em questão de minutos, um fim de tarde tranquilo pode se transformar em um cenário de caos. A tempestade que passou pelo Paraná é um lembrete de que, por mais avançada que seja a tecnologia humana, ainda somos frágeis diante da grandiosidade do clima. A prevenção, a informação e o respeito aos alertas meteorológicos continuam sendo as melhores armas diante do imprevisível poder da Terra.

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