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Suzane Von Richthofen é dona de loja famosa no Brasil, que você já pode ter comprado e nem fazia ideia

Suzane von Richthofen, nascida em 1983 em São Paulo, tornou-se conhecida mundialmente aos 18 anos ao planejar e executar, junto ao namorado Daniel Cravinhos e ao irmão dele Cristian, o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002. O crime, motivado por herança e descontentamento familiar, chocou o Brasil e resultou em sua condenação a 39 anos de prisão em 2006. Durante os anos no sistema penitenciário, Suzane passou por diferentes regimes, incluindo o semiaberto, e chamou atenção por relacionamentos dentro da cadeia, como o casamento com Sandra Regina Gomes, conhecida como Sandrão, e posteriormente com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem teve um filho em 2024.

Após quase duas décadas presa, Suzane obteve progressão para o regime aberto em 2023, com a condição legal de comprovar ocupação lícita. Foi nesse contexto que surgiu a marca **Su Entre Linhas**, um ateliê de costura artesanal fundado por ela mesma. Inicialmente, o negócio focava em produtos personalizados como chinelos bordados, bolsas térmicas, capas para notebook e itens de decoração, vendidos a partir de R$ 150. A ideia era combinar criatividade com a exigência judicial de trabalho formal, transformando uma habilidade adquirida na prisão — costura — em fonte de renda.

O lançamento da marca coincidiu com um momento de transição pessoal e jurídica. Com a ajuda da ex-cunhada Josiely Olberg, que assumiu a gestão criativa, Su Entre Linhas ganhou visibilidade nas redes sociais. O perfil @suentrelinhas no Instagram rapidamente ultrapassou 60 mil seguidores, impulsionado pela curiosidade pública em torno da figura de Suzane. Peças com bordados delicados e frases motivacionais atraíram clientes em busca de itens únicos, e o ateliê passou a operar como uma microempresa registrada, com produção inicialmente feita pela própria Suzane e, mais tarde, terceirizada para costureiras profissionais.

A marca, no entanto, não escapou de controvérsias. Nos primeiros meses, houve denúncias de venda de produtos com logomarcas falsificadas, como sandálias supostamente da Gucci, o que gerou críticas e investigações. Clientes também relataram atrasos nas entregas e frustrações por não receberem itens costurados pessoalmente por Suzane, como inicialmente prometido. Apesar disso, o negócio se sustentou, adaptando-se às limitações impostas pela maternidade e pela rotina fora da prisão, com foco em encomendas sob demanda e parcerias locais.

Recentemente, a série *Tremembé*, disponível na Prime Video, reacendeu o interesse pela trajetória de Suzane e, consequentemente, pela Su Entre Linhas. O perfil da marca voltou a postar regularmente, exibindo novos produtos e bastidores da produção. Morando em Bragança Paulista com o marido e o filho, Suzane também cursa Direito à distância, mantendo a rotina de empreendedora. A marca, hoje, simboliza não apenas uma obrigação legal, mas uma tentativa de reinvenção — ainda que sob o peso inevitável de um passado que nunca se apaga.

Su Entre Linhas, portanto, é mais do que um ateliê: é um capítulo controverso de uma história em andamento, onde costura, comércio e redenção tentam coexistir. Se sobreviverá ao escrutínio público ou se transformará em algo maior, só o tempo dirá. Por ora, segue entre linhas — de tecido, de lei e de julgamento.

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