Cantor famoso pega corrida com Elize Matsunaga e conta detalhes

Nos últimos dias, o cantor Vitor Arouche se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. O motivo da repercussão não foi um novo lançamento musical, mas uma corrida de aplicativo inusitada que ele fez com ninguém menos que Elize Matsunaga. Para quem não lembra, Elize ganhou notoriedade nacional em 2012, quando foi condenada pelo assassinato e esquartejamento do marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga. Após cumprir uma pena de dez anos, ela obteve liberdade condicional em 2022 e, desde então, vive em Franca, no interior de São Paulo, onde atua como motorista de aplicativo — uma realidade bem distante do passado que a tornou conhecida.
A história veio à tona depois que Vitor publicou um vídeo em seu perfil no TikTok, relatando o episódio. No registro, o cantor afirmou: “Peguei uma corrida com Elize Matsunaga. Você pegaria uma corrida com ela? Gostei e dei cinco estrelas.” A frase, aparentemente leve e descontraída, foi o bastante para gerar uma enxurrada de comentários, dividindo opiniões entre os que defenderam o direito de recomeço de Elize e os que consideraram a situação assustadora. Em poucas horas, o vídeo se espalhou por diferentes plataformas, reacendendo o debate sobre até que ponto é possível separar o passado de uma pessoa de sua tentativa de reintegração à sociedade.
Em entrevista ao programa BacciNotícias, Vitor deu mais detalhes sobre o encontro. Segundo ele, durante o pedido da corrida, recebeu uma notificação informando que Elize seria a motorista. “Fiquei surpreso, claro. Era ela, a mulher que matou e esquartejou o próprio marido em 2012. Mas o trajeto foi tranquilo. Ela foi educada, apenas me cumprimentou e agradeceu ao final”, contou o cantor. O relato, ainda que simples, reacendeu a curiosidade do público sobre como está a vida de Elize após o cumprimento da pena e como ela tem lidado com a exposição constante.
O episódio coincidiu com o lançamento da série “Tremembé”, disponível na Amazon Prime Video, que retrata histórias de detentas famosas do presídio onde Elize cumpriu parte da pena. A produção fez o nome dela voltar às manchetes, especialmente por abordar os bastidores do caso que chocou o país. Entre as informações relembradas está o fato de que, após a morte de Marcos, Elize ficou com cerca de R$ 900 mil em bens, conforme previsto pela partilha do regime de comunhão parcial de bens. Já a filha do casal herdou o restante da fortuna deixada pelo pai.
O jornalista Ulisses Campbell, que investigou o caso, destacou que a menina, então com sete anos, descobriu a verdade sobre o assassinato de maneira trágica — ao ser informada por um colega de escola. Essa lembrança reforça como as consequências do crime ultrapassaram os limites do casal e deixaram marcas profundas em uma criança que cresceu sob a sombra da tragédia.
O episódio vivido por Vitor Arouche vai muito além de uma simples corrida. Ele reabre discussões sobre perdão, justiça e reintegração social, questionando até que ponto a sociedade está disposta a aceitar alguém que já cumpriu sua pena. A corrida com Elize Matsunaga não é apenas uma curiosidade das redes sociais — é um espelho da complexidade humana e da forma como lidamos com o passado dos outros.



