Quem é Francisco Frateschi filho de Paulo Frateschi ex-deputado do PT que foi morto por ele

Um crime brutal ocorrido na manhã de quinta-feira, 6 de outubro, abalou profundamente a cena política paulista e os cidadãos de São Paulo. O ex-deputado estadual Paulo Frateschi, de 75 anos, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), foi assassinado de forma violenta dentro de sua própria casa, no bairro da Lapa, zona oeste da capital. O autor do crime foi seu próprio filho, Francisco Frateschi, de 34 anos, que, segundo a polícia, apresentava histórico de transtorno bipolar e vinha passando por tratamento psiquiátrico. O caso gerou intensa comoção e levantou debates sobre saúde mental, violência doméstica e os limites da responsabilidade penal em casos de surtos psicóticos.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, Francisco fazia acompanhamento médico havia mais de um ano e usava medicamentos controlados. Seu psiquiatra informou às autoridades que o rapaz poderia ter sofrido um surto psicótico no momento do ataque. Na manhã do crime, testemunhas relataram que o comportamento de Francisco já estava alterado, demonstrando agitação e irritabilidade. Em meio à crise, ele empurrou a mãe, tentou agredir a irmã e, em seguida, atacou o pai com uma faca. A confusão terminou em tragédia, deixando feridos e um saldo devastador para a família Frateschi.
A Polícia Militar foi acionada por vizinhos que ouviram gritos vindos da residência. Paulo foi encontrado ainda com vida, apresentando ferimentos graves na cabeça e no braço, e encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde passou por atendimento emergencial, mas não resistiu. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que Francisco foi autuado por homicídio e lesão corporal e acabou detido na Vila Ipojuca, também na zona oeste. Ele segue sob custódia, e seu estado psicológico será avaliado pela Polícia Civil, que investiga o caso em conjunto com peritos da área médica.
O corpo de Paulo Frateschi está sendo velado no Hall Monumental do Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A cerimônia, aberta ao público, reúne familiares, amigos, políticos e admiradores do ex-deputado, mas a família solicitou que a imprensa não realizasse cobertura direta do evento, em respeito ao momento de luto. Em nota, o Partido dos Trabalhadores expressou profundo pesar, destacando o legado de Paulo como militante comprometido e figura essencial na história do PT paulista. “Sua trajetória será lembrada pela coragem e pela dedicação à luta por justiça social”, diz o texto.
A tragédia provocou uma onda de reflexões sobre a saúde mental e a violência familiar. Especialistas ressaltam a importância de políticas públicas voltadas à prevenção e ao acompanhamento de pacientes com transtornos psicológicos graves, além do suporte às famílias que convivem com essas situações. O episódio também reacendeu o debate sobre como o Estado e a sociedade devem lidar com pessoas em sofrimento psíquico que possam representar risco a si mesmas ou a outros.
Mais do que um caso policial, o assassinato de Paulo Frateschi expõe as dores silenciosas que atravessam muitas famílias brasileiras. É um lembrete trágico da necessidade urgente de promover o diálogo sobre saúde mental, acolhimento e prevenção. A cidade de São Paulo se despede de um homem público que dedicou sua vida à política e à justiça social, enquanto a família tenta lidar com a perda irreparável e a difícil tarefa de compreender uma tragédia que uniu amor, doença e morte de forma devastadora.



