Notícias

Chegam ao fim as buscas por barbeiro que foi sequestrado em SP

Foram dias de angústia e incerteza que pareciam não ter fim. Depois de duas semanas de buscas intensas, a Polícia Civil de São Paulo confirmou, nesta quinta-feira (7), a localização do corpo de Rogério Carlos Honorato, o “Tchaquinha”, como era conhecido carinhosamente pelos moradores de Ferraz de Vasconcelos. O barbeiro, muito querido na região, havia desaparecido no final de outubro, e desde então, familiares e amigos viviam um drama que mobilizou toda a comunidade.

Segundo as investigações, Rogério foi visto pela última vez caminhando por uma rua do bairro Jardim São José, logo após encerrar o expediente na barbearia onde trabalhava há anos. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele é abordado por ocupantes de um carro branco. Nas imagens, é possível notar que há uma breve confusão — uma tentativa de reação, talvez — antes de ele ser forçado a entrar no veículo. A partir daí, o paradeiro do barbeiro se tornou um mistério.

O caso, que ganhou repercussão local e chegou a ser compartilhado nas redes sociais com campanhas de busca, teve um desfecho trágico. O corpo de Rogério foi encontrado enterrado em um terreno baldio, na região de Mogi das Cruzes, após uma denúncia anônima recebida pela Delegacia Seccional. O local, de difícil acesso, reforça a hipótese de que o crime foi planejado para dificultar as buscas.

Durante a operação que levou à descoberta do corpo, os policiais prenderam um homem suspeito de envolvimento direto no desaparecimento. O detido já tinha um mandado de prisão temporária expedido e, segundo fontes ligadas à investigação, apresentou comportamento evasivo durante o interrogatório. No mesmo local, foi encontrada uma cápsula de munição calibre .380, que agora passa por perícia técnica — um detalhe que pode se tornar peça-chave na reconstrução dos fatos.

Mas o caso ainda não está totalmente resolvido. Um segundo suspeito, já identificado pela polícia, continua foragido. Ele seria o coautor do crime, e diligências seguem sendo feitas na tentativa de localizá-lo. A motivação ainda não foi esclarecida oficialmente, embora investigadores não descartem a hipótese de acerto de contas ou desentendimento pessoal.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou nota informando que as investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias que levaram à morte do barbeiro. “As equipes seguem em campo para reunir todos os elementos de prova e garantir que os responsáveis sejam levados à Justiça”, diz o comunicado.

O clima em Ferraz de Vasconcelos é de luto e indignação. Moradores relatam que Rogério era uma figura muito conhecida, sempre sorridente e disposto a ajudar os clientes e vizinhos. “Ele não fazia mal a ninguém, só queria trabalhar e cuidar da família”, disse um amigo próximo, visivelmente abalado.

Casos como o de Tchaquinha reacendem o debate sobre a falta de segurança nas periferias e a importância da vigilância urbana. Em uma região onde a violência ainda é um fantasma constante, a rápida resposta da polícia é vista como um alento — mas também como um lembrete de que a sensação de insegurança segue presente no cotidiano de milhares de paulistas.

Até o fechamento desta reportagem, não havia informações sobre a liberação do corpo para sepultamento. Familiares aguardam os trâmites legais para se despedir de Rogério, cuja história, infelizmente, terminou de forma brutal, mas não sem ecoar como um pedido coletivo por justiça.

Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: