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Menina de 13 anos morre após mentir para a mãe e se encontrar com homem mais velho

O cuidado dos pais com os filhos é um compromisso constante, especialmente durante a adolescência, fase em que a curiosidade e o desejo de independência se tornam mais intensos. Entre conselhos, limites e vigilância, o maior temor das famílias é que um simples erro ou uma escolha impensada resulte em uma tragédia irreversível. Em Sol Nascente, no Distrito Federal, esse medo se concretizou de forma devastadora para uma família que agora vive o luto pela perda de Allany Fernanda, de apenas 13 anos, vítima de um disparo na cabeça após se encontrar com um rapaz mais velho.

De acordo com a família, Allany havia dito que sairia para visitar a avó no sábado, 2 de novembro. No entanto, em vez disso, foi até a casa de Carlos Eduardo Pessoa Tavares, de 20 anos, homem que não era conhecido pelos parentes da menina. O encontro terminou em tragédia. Na manhã de segunda-feira, 3 de novembro, a adolescente foi encontrada gravemente ferida na Quadra 92 de Sol Nascente. Populares acionaram o socorro, e ela foi levada em estado crítico ao Hospital Regional de Ceilândia. Posteriormente, foi transferida para o Hospital de Base, em Brasília, mas, apesar dos esforços médicos, não resistiu aos ferimentos e morreu na UTI.

Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito foi preso em flagrante logo após o crime. A Justiça converteu a prisão em preventiva. Inicialmente, o caso foi registrado como tentativa de feminicídio, mas, com a morte da jovem, passou a ser investigado como feminicídio consumado. O corpo da adolescente apresentava sinais de agressão física e de estrangulamento, o que levanta a hipótese de que ela tenha tentado se defender antes de ser baleada. As autoridades apuram as circunstâncias exatas do crime e investigam se o relacionamento entre a vítima e o acusado começou pelas redes sociais.

A mãe de Allany, Ivânia Oliveira, falou emocionada sobre a filha e destacou que ela era uma adolescente tranquila e dedicada aos estudos. “Minha filha era uma menina estudiosa. Ela falava: ‘Mãe, ano que vem vou trabalhar e te ajudar’. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer com ela”, disse, com a voz embargada pela dor. Ivânia também afirmou que a filha nunca apresentou comportamento de risco nem desobediência grave, o que torna a perda ainda mais difícil de compreender.

O caso reacende o alerta sobre a vulnerabilidade dos adolescentes e os perigos que podem enfrentar, tanto nas ruas quanto no ambiente virtual. Especialistas alertam que muitos jovens são alvos fáceis de manipulação emocional e engano nas redes sociais, o que reforça a necessidade de diálogo e acompanhamento constante por parte dos pais e responsáveis.

 Allany completaria 14 anos em dezembro e sonhava em começar a trabalhar para ajudar em casa. Sua morte provoca comoção em Sol Nascente e levanta questionamentos sobre segurança, responsabilidade e os desafios de proteger jovens em uma era cada vez mais conectada e, ao mesmo tempo, perigosa.

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