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Luiz Bacci detona Luciano Huck após discurso sobre megaoperação no Rio

O clima esquentou nas redes sociais neste domingo (2) depois que Luciano Huck, durante o Domingão com Huck, fez um pronunciamento sobre a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que deixou dezenas de mortos nos complexos do Alemão e da Penha. A fala do apresentador, que tentava refletir sobre o impacto da violência nas comunidades, acabou gerando forte reação — especialmente do jornalista Luiz Bacci, conhecido pelo tom mais duro em temas de segurança pública.

Durante o programa, Huck interrompeu a programação para abordar o assunto de maneira mais emocional. “120 mortos numa operação policial. Por trás desse número, há 120 mães que enterraram seus filhos”, declarou o apresentador, com um tom de pesar. Ele defendeu a necessidade de operações coordenadas, capazes de enfraquecer o poder econômico das facções, e reforçou que nenhuma mãe cria um filho para vê-lo se perder no crime.

“É preciso sufocar o coração financeiro das organizações criminosas, das milícias e do tráfico. Valorizar o policial, sim, mas também investir em oportunidades para que jovens não sejam recrutados por esses grupos”, completou.

A fala, no entanto, não agradou a todos. Poucas horas depois, Luiz Bacci, âncora do Cidade Alerta, da Record, foi às redes sociais criticar duramente o apresentador global. “O povo não aguenta mais gente defendendo bandido. Essa narrativa ficou no passado”, escreveu o jornalista, que costuma adotar uma linha mais direta ao tratar de crimes e segurança.

Bacci, que frequentemente cobre casos violentos em comunidades do Rio e de São Paulo, acusou Huck de falar de um lugar de privilégio. “É muito fácil falar da sua casa no alto do Joá, cercado de seguranças e carros blindados. Você nunca pôs o pé numa favela para conhecer a realidade, Luciano”, disparou.

A troca de farpas ganhou força no X (antigo Twitter), onde internautas se dividiram. De um lado, quem concorda com Huck, argumentando que ele apenas tentou humanizar o debate, lembrando que cada morte representa uma família destruída. De outro, defensores da visão de Bacci, que enxergam o discurso do apresentador como “romântico demais” diante da brutalidade do tráfico e da milícia.

Nos comentários, houve quem tentasse encontrar um meio-termo. “Nem bandido é vítima, nem toda operação é heroica. A gente precisa de políticas sérias, não de discursos de palco”, escreveu uma seguidora, sintetizando o sentimento de parte do público.

A fala de Huck também repercutiu entre figuras públicas. Alguns artistas o apoiaram, destacando a coragem de usar um espaço de entretenimento para abordar temas sensíveis. Outros, porém, acharam o momento inadequado. “O Domingão é para aliviar o peso da semana, não para politizar a dor”, criticou um usuário nas redes.

Enquanto isso, a operação que motivou o debate segue sob análise das autoridades. Segundo a Secretaria de Segurança do Rio, a ação teve como objetivo desmantelar núcleos de milicianos e traficantes que dominam áreas inteiras da capital e da Baixada Fluminense.

A discussão entre Huck e Bacci expôs, mais uma vez, o divisor de opiniões que o tema da segurança pública causa no Brasil. De um lado, o clamor por respostas duras e imediatas; de outro, o apelo por soluções humanas e estruturais. No fim das contas, o que começou como uma fala no meio do Domingão virou um retrato fiel de um país que ainda busca entender como equilibrar justiça, empatia e sobrevivência.

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