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Urgente! Vaza reação de Lula ao saber de megaoperação no RJ que terminou em tragédia

Após a megaoperação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou-se “estarrecido” com o número de vítimas. A reação do presidente ocorreu durante uma reunião de emergência convocada na quarta-feira (29 de outubro), logo após seu retorno de viagem oficial à Ásia.

A informação foi revelada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que classificou a operação como “extremamente cruenta e violenta”, em referência ao derramamento de sangue e à dimensão da tragédia. Em entrevista coletiva, o ministro detalhou a posição do governo federal diante dos acontecimentos e reforçou que a responsabilidade pela segurança pública é dos estados, embora tenha criticado a ausência de comunicação prévia do governo fluminense sobre a ação.

“O presidente ficou profundamente abalado com o número de mortos. A magnitude do ocorrido exige apuração rigorosa e uma reflexão nacional sobre a política de segurança pública”, afirmou Lewandowski.

A operação, que teve como alvo o Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão, resultou oficialmente em 121 mortos, incluindo quatro policiais, além de 81 prisões. Segundo o governo estadual, a ação tinha como objetivo enfraquecer a estrutura da facção e apreender fuzis utilizados pelo grupo. No entanto, moradores relataram execuções e desaparecimentos, o que elevou a tensão e gerou repercussão nacional e internacional.

Durante a reunião no Palácio da Alvorada, Lula ouviu relatos de ministros e assessores sobre o impacto político e social da operação. Segundo fontes do Planalto, o presidente pediu moderação nas declarações públicas, mas deixou claro que o governo federal não pode se omitir diante de tamanha tragédia humana.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, revelou que o órgão chegou a ser contatado em nível operacional para integrar a ação, mas decidiu não participar por considerar que a operação não era razoável nem condizente com os métodos da PF.

Com o agravamento da crise, surgiu a hipótese de uma intervenção federal nos moldes de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) — medida que permite o uso das Forças Armadas em apoio à segurança pública. Lewandowski, no entanto, esclareceu que a GLO é uma medida excepcional, só podendo ser decretada mediante pedido formal do governador Cláudio Castro (PL), o que ainda não ocorreu.

Enquanto o debate político se intensifica, o governo federal ofereceu ajuda concreta ao estado do Rio de Janeiro. Entre as medidas, estão vagas em presídios federais para abrigar lideranças do tráfico, o envio de peritos criminais para auxiliar na identificação dos corpos e o deslocamento de equipes da Força Nacional de Segurança para reforçar a segurança nas áreas afetadas.

Lewandowski adiantou ainda que pretende se reunir pessoalmente com Cláudio Castro para avaliar as necessidades locais e discutir possíveis formas de cooperação entre o governo federal e o estadual.

Encerrando a coletiva, o ministro reiterou que o governo Lula repudia qualquer forma de violência desmedida e defende uma segurança pública baseada em inteligência, direitos humanos e prevenção. “Não há vitória possível quando o preço é a morte de tantos brasileiros”, concluiu.

 

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