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Coração partido: mãe expõe verdade sobre filho morto e enterrado pela namorada ele era vítima

A mãe de Alex Sandro da Silva Rocha, jovem de 21 anos brutalmente assassinado a tesouradas e enterrado pela própria namorada no quintal da casa dela, em Bebedouro (SP), revelou detalhes dolorosos sobre o relacionamento conturbado que o filho vivia. Ivonete Ribeiro da Silva descreveu o namoro como abusivo e marcado por ciúmes extremos, controle constante e episódios de agressividade.

De acordo com o relato da mãe, a autora confessa do crime, Jussara Luzia Fernandes, de 62 anos, era uma mulher possessiva e manipuladora, que isolou Alex Sandro da família e o mantinha sob vigilância permanente. “Até quando ele ia ao banheiro era de portas abertas. Não podia levar o celular, porque ela controlava tudo. Ela bloqueou toda a família dele e fingia ser ele nas redes sociais. Brigava com todo mundo e chegava a ter atitudes racistas”, contou Ivonete, emocionada.

O corpo de Alex Sandro foi encontrado enterrado no quintal da casa de Jussara após o desaparecimento ser denunciado à polícia. A mulher confessou o homicídio e foi presa preventivamente sob as acusações de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ela alegou ter agido em legítima defesa, versão que a mãe da vítima contesta veementemente.

Segundo Ivonete, o filho era forte, saudável e de porte físico avantajado, o que tornaria impossível que Jussara tivesse o dominado em uma briga corpo a corpo. “Ela dopou meu filho. Ele era um rapaz de 1,80m, cheio de vigor. Não havia como ela o vencer sozinha. Isso foi planejado. Não houve legítima defesa, houve uma emboscada”, afirmou.

A mãe ainda revelou que tentou contato com o filho nos dias seguintes ao crime, sem saber que ele já estava morto. “Na terça e na quarta eu tentei falar com ele, mas nada. Na quinta, achei que estava conversando com ele pelo celular, mas era ela. Ela se passou por ele e disse que estava indo para Minas Gerais com as coisas dele. Tudo mentira”, relatou.

O corpo de Alex Sandro foi sepultado nesta terça-feira (28) em Canindé de São Francisco, no sertão de Sergipe, sua cidade natal. Durante o enterro, familiares e amigos expressaram indignação e pediram justiça. “Meu filho era um menino bom, trabalhador, cheio de sonhos. Ele não merecia isso. Quero que ela pague por tudo o que fez”, desabafou Ivonete.

Segundo investigações preliminares, Jussara teria matado o namorado durante uma discussão dentro da própria residência. Após o crime, ela ocultou o corpo, enterrando-o no quintal, e continuou a usar o celular da vítima para enganar familiares e simular que Alex havia ido embora.

A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda os resultados dos laudos periciais, que poderão indicar se houve uso de substâncias para dopar o jovem antes do assassinato. Enquanto isso, a suspeita permanece detida.

Para Ivonete, a dor da perda é irreparável. Ela afirma que o filho amava Jussara, mas planejava se separar dela porque já não suportava o controle e os abusos. “Meu filho queria se libertar, mas não teve tempo. Ela tirou a vida dele de forma cruel. Eu só quero justiça”, concluiu.

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