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Lula acaba de receber a pior notícia e terá que recorrer

Em meio a um cenário político cada vez mais polarizado, o presidente do Solidariedade no Paraná, Fernando Francischini, voltou ao centro das atenções ao protocolar, nesta sexta-feira (24), um pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A denúncia, apresentada na Câmara dos Deputados, reúne uma série de acusações que vão desde improbidade administrativa até atentado contra a segurança interna do país.

Segundo o documento, Lula teria cometido uma sucessão de violações à Constituição e à lei orçamentária, agindo de forma “deliberada e articulada” para, nas palavras de Francischini, “subverter o controle do Congresso sobre as finanças públicas”. O deputado, que já foi alvo de polêmicas políticas no passado, afirmou que o pedido “não é motivado por divergências ideológicas”, mas sim por “crimes de responsabilidade que colocam em risco a integridade institucional do país”.

Entre os principais pontos da denúncia, está o rombo de R$ 4,4 bilhões nos Correios registrado no primeiro semestre de 2025 — algo que, segundo Francischini, “expõe o descontrole da gestão e o desprezo pelo patrimônio público”. Outro alvo é o Programa Pé de Meia, iniciativa que concede auxílio financeiro a estudantes da rede pública. O pedido alega que o programa teria sido executado fora dos trâmites legais, sem o devido registro como despesa primária nem passagem pela Conta Única do Tesouro Nacional, gerando impacto estimado de R$ 12,5 bilhões no orçamento deste ano.

Além disso, Francischini questiona a mudança na meta fiscal de 2025, que passou de superávit de 0,5% para resultado neutro. A alteração, segundo o pedido, abre brecha para um déficit de até R$ 30,9 bilhões, o que configuraria “gestão temerária e afronta à lei de responsabilidade fiscal”. O político também criticou o que chamou de “ostentação e desprezo pelo erário”, citando gastos de R$ 4,58 bilhões com viagens oficiais — número que, segundo ele, ultrapassa todo o valor gasto em quatro anos de governo anterior.

Mas o documento não se limita às contas públicas. Francischini acusa o governo Lula de atentar contra a liberdade de expressão, mencionando a proposta de regulamentação das redes sociais. Para o autor da denúncia, o projeto seria “um disfarce para o controle estatal do discurso público”, com potencial de transformar o combate à desinformação em instrumento de censura.

O pedido foi protocolado em um momento de forte pressão sobre o Planalto, em meio a críticas ao desempenho econômico e ao aumento das despesas públicas. Nos bastidores de Brasília, analistas políticos avaliam que o movimento de Francischini é mais simbólico do que prático, já que a chance de o processo avançar na Câmara é considerada remota — especialmente diante da base aliada consolidada que o governo mantém sob o comando de Arthur Lira (PP-AL).

Procurados pela Gazeta do Povo, a Advocacia-Geral da União, a Casa Civil e a Controladoria-Geral da República ainda não se manifestaram sobre o caso.

Enquanto isso, o gesto de Francischini repercute nas redes sociais, com apoio de setores conservadores e críticas de aliados do governo, que classificam o pedido como “manobra política”. De um jeito ou de outro, o episódio reacende o embate entre governo e oposição e adiciona mais um capítulo às turbulências políticas que marcam o país neste conturbado 2025.

 

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