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Identificada mulher que morreu na frente da filha em acidente em SC

A mulher identificada como Lisiane Pacheco, de 45 anos, perdeu a vida em um trágico acidente na BR-101, em Itajaí, na tarde de segunda-feira, 27 de outubro. Ela estava em uma motocicleta acompanhada da filha de 16 anos quando foi atingida por um caminhão. O acidente ocorreu por volta das 16h55, no quilômetro 112 da rodovia, e deixou a adolescente em estado de choque ao presenciar a morte da própria mãe. A cena comoveu motoristas e equipes de resgate que atenderam à ocorrência.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, a colisão envolveu três veículos: um caminhão Volvo FH 460, com placas de Araranguá, um Iveco S-Way, registrado em Blumenau, e a motocicleta Mottu Sport 110, emplacada em Curitiba. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas, mas testemunhas afirmam que a moto teria perdido o equilíbrio antes de ser atropelada. A violência do impacto deixou a motociclista gravemente ferida, sem chances de sobrevivência.

Lisiane conduzia a moto quando, por circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas, acabou caindo na pista. No mesmo instante, um dos caminhões que trafegava no sentido Norte não conseguiu desviar e passou por cima dela. As equipes de resgate foram acionadas rapidamente, mas ao chegarem ao local encontraram a vítima já sem vida. O corpo foi removido pela Polícia Científica e encaminhado ao Instituto Médico Legal de Itajaí por volta das 22h.

A filha de Lisiane, que estava na garupa, sobreviveu ao acidente, mas ficou em estado de choque ao presenciar a cena. Segundo relatos de socorristas, a adolescente gritava e chorava desesperadamente, incapaz de compreender o que havia acontecido. Ela foi encaminhada com ferimentos leves para o hospital, onde recebeu atendimento médico e acompanhamento psicológico. O trauma emocional, segundo os profissionais que participaram do resgate, será difícil de superar.

O trânsito na BR-101 ficou completamente parado após o acidente. A pista Norte foi interditada na ponte entre Navegantes e Itajaí, gerando filas que chegaram a 41 quilômetros de extensão. Muitos motoristas relataram nas redes sociais a lentidão e o caos no tráfego, que só foi normalizado no fim da noite, após a remoção dos veículos e a liberação total da via. A concessionária responsável pela rodovia prestou apoio na sinalização e no controle do fluxo até o encerramento da ocorrência.

Nas redes sociais, amigos e familiares de Lisiane lamentaram profundamente a tragédia. Ela era descrita como uma mulher alegre, trabalhadora e dedicada à família. As mensagens de despedida se multiplicaram, acompanhadas de homenagens emocionadas e pedidos de justiça. Muitos destacaram a dor da filha, que perdeu a mãe de forma tão inesperada e cruel. O clima nas redes foi de comoção e solidariedade, refletindo o impacto da notícia na comunidade local.

Testemunhas afirmaram que o trecho onde ocorreu o acidente é conhecido por ser perigoso e de grande fluxo de caminhões. Apesar de sinalizado, o local apresenta pontos de redução de velocidade que nem sempre são respeitados pelos motoristas. Moradores da região e frequentadores da rodovia pedem que medidas de segurança sejam reforçadas, como a instalação de radares e campanhas educativas para reduzir o número de acidentes fatais envolvendo motociclistas.

A Polícia Rodoviária Federal informou que o laudo técnico será fundamental para determinar as responsabilidades no caso. Os motoristas dos caminhões foram submetidos ao teste do bafômetro, que deu negativo para consumo de álcool. Eles prestaram depoimento e foram liberados. A investigação busca entender se houve imprudência, falha mecânica ou se a motociclista perdeu o controle por motivos externos, como buracos ou derrapagem na pista.

Enquanto o inquérito avança, a dor da perda domina a família de Lisiane. A adolescente, ainda em recuperação, está sob os cuidados de parentes e recebe apoio psicológico. Segundo pessoas próximas, a mãe e a filha eram muito unidas e costumavam fazer todos os trajetos de moto juntas. O destino, naquele dia, seria uma visita a amigos, mas a viagem terminou em tragédia. O corpo de Lisiane será velado e sepultado em Itajaí, onde morava há mais de uma década.

O caso de Lisiane Pacheco chama atenção para a fragilidade dos motociclistas nas rodovias brasileiras. A cada ano, milhares de vidas são perdidas em acidentes semelhantes, muitos deles causados por imprudência ou falta de atenção. Em meio à dor e à revolta, fica o alerta sobre a importância do respeito entre condutores e da necessidade de políticas mais eficazes de segurança no trânsito. A imagem da filha em prantos ao lado do corpo da mãe ficará marcada como um símbolo de uma tragédia que poderia ter sido evitada.

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