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Corpo de menino de 6 anos é encontrado de maneira chocante em cemitério de Belém

Belém amanheceu em silêncio nesta terça-feira (28), ainda tentando digerir a brutalidade de um crime que parece ter saído de um pesadelo. O corpo do pequeno Paulo Guilherme Ribeiro Guerra, de apenas 6 anos, foi encontrado dentro de uma mala deixada em frente ao Cemitério São Jorge, na capital paraense. A descoberta, feita por um pedestre que passava pelo local, provocou comoção e revolta em toda a cidade.

O menino estava desaparecido desde a noite de domingo (26), quando a família registrou boletim de ocorrência e iniciou uma busca desesperada por notícias. Fotos de Paulo circularam rapidamente nas redes sociais, com centenas de pessoas compartilhando pedidos de ajuda. Infelizmente, a esperança terminou de forma trágica.

De acordo com a Polícia Civil do Pará, a perícia inicial não conseguiu apontar de imediato a causa da morte. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames detalhados. “Equipes trabalham para identificar e localizar todos os suspeitos envolvidos. Testemunhas estão sendo ouvidas e laudos periciais foram solicitados”, informou a corporação em nota oficial.

Um suspeito morto antes da prisão

Horas depois da confirmação da morte do menino, um novo desdobramento deixou o caso ainda mais tenso. Um homem identificado como George Hamilton Gonçalves, de 39 anos, apontado por testemunhas como suspeito de envolvimento no crime, foi encontrado morto na noite de segunda-feira (27). Segundo informações preliminares, ele teria sido linchado por moradores da região do bairro Marambaia, zona norte de Belém.

George já possuía duas passagens pela polícia por estupro e, de acordo com relatos, teria sido visto empurrando um carrinho de mão com o corpo do menino durante a madrugada. A suspeita é que ele tenha sido assassinado em um ato de vingança popular, antes que pudesse ser preso oficialmente.

Apesar de o linchamento não ter sido confirmado oficialmente pela Polícia Civil, moradores da região afirmaram ter ouvido gritos e correria pouco antes da chegada das viaturas. “Aqui ninguém dormiu, todo mundo queria justiça”, contou uma comerciante que mora próximo ao local, pedindo para não ser identificada.

Uma cidade em luto

A tragédia com Paulo Guilherme comoveu até quem não o conhecia. Nas redes sociais, o caso se espalhou com velocidade, e hashtags como #JustiçaPorPauloGuilherme e #BelémEmLuto ficaram entre os assuntos mais comentados no X (antigo Twitter). Muitos usuários cobraram mais segurança e criticaram a impunidade em casos de violência contra crianças.

“Um menino de seis anos, dentro de uma mala. Que tipo de mundo é esse?”, escreveu um internauta indignado.

A família, abalada, ainda não divulgou informações sobre o velório, mas confirmou que o corpo será enterrado em Belém.

Enquanto a Divisão de Homicídios segue com as investigações, a população clama por respostas — e por um pouco de paz. O caso de Paulo Guilherme expõe, mais uma vez, uma ferida aberta no país: a fragilidade da proteção às crianças e o medo crescente de famílias que só querem ver seus filhos crescerem com segurança.

Em meio à dor e à revolta, Belém chora mais um inocente que partiu cedo demais.

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