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Bebê de 1 ano é tatuada pelos pais e explicação gera revolta

Uma cena que deixou muita gente sem palavras tomou conta das redes sociais nesta semana. Um menino de apenas 1 ano apareceu com o antebraço esquerdo marcado com a expressão “Mellstroy-Game”, referência direta ao influencer e gamer russo Andrey Burim, conhecido mundialmente como Mellstroy. A suposta tatuagem foi feita pelos próprios pais do bebê, numa tentativa desesperada de vencer uma competição online promovida pelo streamer.

A promoção, segundo o casal, prometia apartamentos como prêmio para os TikTokers que criassem os vídeos mais ousados divulgando o novo projeto de cassinos de Mellstroy. E, na tentativa de chamar a atenção do influencer, eles decidiram envolver o próprio filho — algo que logo virou um escândalo.

No vídeo que viralizou, a mãe aparece segurando o bebê e explicando o motivo da tatuagem. Com um tom nervoso, ela diz que a família “não sabia mais o que fazer para surpreender Mellstroy” e que estavam endividados, morando há três anos em um apartamento alugado. A gravação mostra o menino chorando enquanto ela tenta justificar a decisão, o que só aumentou a indignação do público.

Dúvidas sobre a veracidade da tatuagem

Em questão de horas, o vídeo se espalhou por Telegram, TikTok e VKontakte, redes muito populares na Rússia. Mas logo surgiram dúvidas: será que a tatuagem era real? Alguns usuários afirmaram que parecia apenas uma marca temporária, feita com caneta ou edição digital. Outros defenderam que, mesmo que fosse falsa, a simples encenação de uma “tatuagem” em um bebê já seria um ato cruel e desrespeitoso.

Entre os comentários, um internauta escreveu: “Se isso for verdade, é um crime. Se for mentira, é exploração”. A frase resumiu bem o sentimento coletivo — choque e repulsa, misturados à descrença diante da história.

Autoridades russas entram em ação

O caso chegou até Ekaterina Mizulina, chefe da Liga da Internet Segura, órgão ligado à proteção digital e aos direitos de crianças na Rússia. Em comunicado, Mizulina afirmou ter ordenado uma investigação urgente e que o material seria encaminhado ao Comitê Investigativo Russo, uma espécie de polícia federal do país.

“É inaceitável usar uma criança em ações de autopromoção e marketing. O bebê claramente chora de dor ou desconforto, e isso exige apuração imediata”, declarou Mizulina, acrescentando que o vídeo mostra um “grau alarmante de desumanização nas redes sociais”.

Influência digital e limites éticos

A repercussão reacendeu o debate sobre até onde as pessoas estão dispostas a ir por fama e dinheiro na internet. Mellstroy, que já acumula milhões de seguidores e um histórico de polêmicas envolvendo comportamentos agressivos em lives, ainda não se pronunciou oficialmente. Seus fãs se dividiram entre quem o defende e quem o acusa de incentivar atos irresponsáveis.

Especialistas em comportamento digital alertam que a busca por viralização está ultrapassando limites morais e legais. Casos como esse, dizem, refletem a pressão que muitos sentem para se destacar nas redes — mesmo que isso envolva colocar em risco o bem-estar de um filho.

Enquanto isso, a investigação continua. O Comitê Investigativo russo deve analisar o vídeo e ouvir os envolvidos para definir possíveis consequências criminais. O que era para ser uma “ação promocional criativa” acabou se transformando em um triste retrato da era digital, onde a vaidade e o desespero se misturam, e a linha entre fama e irresponsabilidade parece cada vez mais tênue.

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