Mãe e filha são encontradas mortas, polícia faz confirmação sobre o caso

O mistério em torno da morte da modelo Lidiane Aline Lorenço, de 33 anos, e de sua filha, Miana Sophya Santos, de apenas 15, teve um desfecho trágico e comovente. O laudo pericial divulgado nesta sexta-feira (25) confirmou que as duas morreram intoxicadas por monóxido de carbono, um gás tóxico e inodoro que pode causar morte em poucos minutos. Mãe e filha foram encontradas sem vida no último dia 10, dentro do apartamento onde moravam, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O caso, que inicialmente gerou suspeitas de crime, agora é tratado como um acidente doméstico fatal.
Segundo o documento do Instituto Médico Legal (IML), tanto Lidiane quanto Miana apresentavam níveis elevados de carboxi-hemoglobina no sangue — substância formada quando o monóxido de carbono se mistura com a hemoglobina, impedindo o transporte de oxigênio pelo corpo. De acordo com os peritos, a concentração encontrada foi compatível com intoxicação aguda. A principal suspeita é que um vazamento no sistema de aquecimento a gás do apartamento tenha liberado o gás durante o banho ou o uso de algum equipamento doméstico, sem que elas percebessem o perigo.
O monóxido de carbono (CO) é conhecido como o “assassino silencioso”. Invisível e sem cheiro, o gás é resultado da combustão incompleta de materiais como gás natural, carvão e madeira. Em ambientes fechados e mal ventilados, ele se acumula rapidamente e pode causar tontura, desmaios e parada respiratória. As autoridades destacam que casos como o de Lidiane e Miana, embora raros, são mais comuns do que se imagina em residências com aquecedores mal instalados ou sem manutenção regular.
Familiares e amigos de Lidiane relataram que mãe e filha eram muito próximas e viviam uma rotina tranquila na Barra da Tijuca. A modelo, que também trabalhava como influenciadora digital, costumava compartilhar nas redes sociais momentos de lazer com a filha e publicações sobre moda e autoestima. “Elas eram inseparáveis. Lidiane vivia pela filha e tinha muitos planos para o futuro”, contou uma amiga próxima, abalada com a tragédia. A adolescente Miana estudava em uma escola particular da região e sonhava em seguir os passos da mãe na carreira artística.
Após o resgate, a Polícia Civil abriu investigação para apurar se houve negligência por parte do condomínio ou da empresa responsável pela instalação do gás. Técnicos do Instituto de Criminalística realizaram perícia no imóvel e constataram sinais de vazamento próximo ao aquecedor de água. O equipamento foi apreendido para análise detalhada. “Tudo indica que foi um acidente, mas precisamos entender se houve falha técnica ou falta de manutenção”, explicou um dos investigadores. O condomínio informou, em nota, que o sistema de gás passará por vistoria completa nos próximos dias.
A notícia da morte de Lidiane e Miana comoveu o país e gerou grande repercussão nas redes sociais. Artistas, amigos e seguidores da modelo publicaram mensagens de luto e solidariedade à família. “Duas vidas interrompidas de forma tão injusta e inesperada. Que Deus conforte os corações”, escreveu uma colega de profissão. A tragédia também reacendeu discussões sobre segurança doméstica e prevenção de acidentes com gás, especialmente em apartamentos com aquecedores antigos ou mal ventilados. Especialistas recomendam instalar detectores de monóxido de carbono e realizar inspeções anuais nos equipamentos.
Enquanto familiares se preparam para as homenagens de despedida, a dor e o choque ainda tomam conta de quem acompanhava a trajetória de Lidiane e sua filha. As duas foram sepultadas lado a lado em um cemitério da Zona Oeste do Rio, sob forte comoção. A lembrança que fica é de uma mãe dedicada e de uma jovem cheia de sonhos, vítimas de um perigo invisível dentro do próprio lar. O caso serve de alerta: a prevenção e a manutenção regular de equipamentos a gás podem salvar vidas — e evitar que tragédias como essa se repitam.



