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Chegam ao fim as buscas por jovem músico que estava desaparecido em SE: Foi encontrado s…Ver mais

Após quatro dias de angústia e esperança, o desaparecimento do estudante Albert Alves Cruz, de apenas 19 anos, teve um desfecho trágico. Na manhã da última quinta-feira, 23 de outubro, o corpo do jovem foi encontrado em alto mar, pondo fim a uma busca intensa que mobilizou familiares, amigos e equipes de resgate em Sergipe.

Albert havia desaparecido no domingo, dia 19, depois de se afogar enquanto tomava banho de mar com amigos na praia do Jatobá, uma região bastante frequentada por jovens e famílias aos fins de semana. Desde então, o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe vinha realizando buscas diárias, tanto por terra quanto por água, com o apoio de drones e embarcações.

O corpo foi avistado por pescadores na manhã de quarta-feira (22), a alguns quilômetros da costa, e imediatamente foi acionada uma operação de resgate com o auxílio de um helicóptero do Grupamento Tático Aéreo (GTA). A ação, segundo os bombeiros, durou quase duas horas e exigiu muito cuidado por causa das fortes correntes marítimas e do estado do tempo.

Após o resgate, o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe, onde peritos confirmaram oficialmente a identidade de Albert através da análise das impressões digitais. O IML destacou o uso de tecnologia de ponta para o reconhecimento, o que permitiu dar uma resposta rápida à família, que já estava exausta após dias de incerteza.

A notícia da confirmação abalou a cidade de Maruim, onde Albert era conhecido e querido por muitos. Ele integrava a tradicional Filarmônica Euterpe Maruinense, uma das mais antigas do estado, e era considerado um dos jovens talentos do grupo. Logo após a confirmação da morte, a instituição publicou uma nota emocionada nas redes sociais:

“A Euterpe Maruinense se despede não apenas de um músico, mas de um amigo querido, de um irmão de banda, de um exemplo de amor e entrega à música. Seu som ficará para sempre entre nós.”

A mensagem foi compartilhada centenas de vezes e acompanhada de inúmeros comentários de colegas e amigos que conviveram com o jovem. Muitos lembraram de seu sorriso constante e da paixão que tinha por tocar trompete, instrumento que, segundo relatos, ele carregava com orgulho para todos os ensaios.

Nas ruas de Maruim, o clima era de comoção. Professores, vizinhos e conhecidos se uniram em apoio à família, que agora se prepara para as cerimônias de despedida. A previsão é que o velório ocorra ainda nesta sexta-feira, com homenagens da própria filarmônica, que promete tocar as músicas favoritas do rapaz.

A tragédia reacendeu o debate sobre a segurança nas praias do litoral sergipano. Moradores locais pedem mais sinalização e presença de salva-vidas, especialmente em pontos conhecidos por correntes fortes, como o Jatobá.

O caso de Albert deixa uma marca profunda não apenas em quem o conheceu, mas em toda a comunidade. Sua história, infelizmente interrompida cedo demais, é um lembrete doloroso de como a alegria de um momento pode se transformar em saudade eterna.

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