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Filho de 14 anos suspeito de matar vereadora de Vagos fica em internamento em regime fechado

O Tribunal de Família e Menores de Aveiro, em Portugal, decidiu esta quarta-feira aplicar a medida de coação de internamento em regime fechado por três meses ao jovem de 14 anos suspeito de matar a mãe, Susana Gravato, vereadora da Câmara Municipal de Vagos em Portugal pelo PSD. A decisão será revista ao fim de dois meses, podendo a medida ser prolongada até o máximo de seis meses, de acordo com a advogada Carla Delgado, que também confirmou que o menor será sujeito a perícias médico-legais para avaliação psicológica e comportamental.

O adolescente foi presente ao tribunal sob suspeita da prática de homicídio qualificado. De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Judiciária de Aveiro, o jovem terá atingido a mãe com disparos de arma de fogo pelas costas, demonstrando premeditação e extrema gravidade nos atos cometidos. As circunstâncias chocaram a comunidade local, já que Susana Gravato era uma figura pública conhecida e respeitada pelo seu trabalho político em Vagos.

Após disparar contra a mãe, o jovem simulou um cenário de assalto na residência, tentando criar uma narrativa que escondesse a sua responsabilidade. As câmaras de videovigilância e outros elementos da investigação, no entanto, mostraram inconsistências nessa versão, evidenciando que o crime foi cometido pelo próprio filho. O caso trouxe à tona questões delicadas sobre violência doméstica, conflitos familiares e a responsabilidade de menores em atos graves.

O historial de conflitos do adolescente com a mãe foi citado pelas autoridades como um possível fator que contribuiu para o desfecho trágico. Fontes ligadas à investigação indicaram que as discussões entre mãe e filho eram frequentes e que o jovem já demonstrava comportamentos agressivos, embora nada indicasse, até então, que pudesse cometer um ato tão extremo. A arma utilizada, legalmente registrada, estava dentro de casa, tornando o acesso fácil e contribuindo para a tragédia.

A Polícia Judiciária também abriu investigação às redes sociais do menor, procurando identificar se houve qualquer instigação de terceiros ou influência externa que pudesse ter motivado o crime. O uso de plataformas digitais por adolescentes, combinado com conflitos familiares, é um ponto crítico levantado pelos investigadores para compreender o comportamento do jovem e prevenir futuros casos semelhantes em Portugal.

Susana Gravato, de 49 anos, não resistiu aos ferimentos causados pelo disparo e morreu na residência. A notícia abalou não apenas a comunidade política de Vagos, mas também a população em geral, que demonstrou comoção diante de um crime cometido dentro do próprio lar, em circunstâncias que envolvem um menor de idade. O caso provocou discussões sobre segurança doméstica e responsabilidade parental.

A decisão do tribunal de colocar o jovem em internamento em regime fechado tem como objetivo, segundo as autoridades portuguesas, garantir a segurança pública e também permitir que o menor receba acompanhamento especializado. Durante o período de internamento, ele será submetido a avaliações médicas e psicológicas, essenciais para entender a motivação do crime e determinar possíveis medidas de reabilitação ou outras providências legais.

A comunidade em Vagos acompanhou atentamente o caso, reagindo com choque e preocupação. O homicídio, cometido por um filho contra a mãe, levantou questões sobre os mecanismos de proteção à criança e ao adolescente, bem como a necessidade de intervenção precoce em casos de conflitos familiares graves. O caso também reacendeu o debate sobre a posse de armas em residências com menores, mesmo quando legalmente autorizada.

As autoridades portuguesas reforçaram que a investigação continua em curso, abrangendo todos os detalhes do crime, incluindo a análise das câmeras de vigilância, entrevistas com familiares e amigos, e a verificação de possíveis influências externas. O objetivo é obter um retrato completo da situação e garantir que medidas adequadas sejam tomadas, tanto em termos legais quanto de proteção ao menor.

Este caso em Portugal evidencia a complexidade e gravidade de homicídios cometidos por menores e o impacto profundo que têm sobre famílias, comunidades e autoridades. Ele levanta reflexões importantes sobre prevenção da violência doméstica, acompanhamento psicológico de adolescentes e responsabilidade legal em situações de conflito familiar, mostrando a necessidade de políticas públicas eficazes para evitar que tragédias semelhantes ocorram.

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