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Necropsia e DNA: corpo de Arthur da Rosa será analisado no IML e não deve ter velório

O corpo do pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos, foi encontrado sem vida nas margens do Rio Tibagi, na cidade de Tibagi, região dos Campos Gerais do Paraná. O achado aconteceu na manhã de terça-feira, 14 de outubro, encerrando seis dias de intensas buscas que mobilizaram bombeiros, policiais e voluntários da comunidade local. O caso, que comoveu a cidade e todo o estado, segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da morte da criança, cuja ausência havia mobilizado familiares e vizinhos desde o desaparecimento.

Após a localização, o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa, onde será submetido a exames detalhados. A Polícia Científica informou que, devido ao avançado estado de decomposição, não foi possível realizar a identificação por meio das impressões digitais. O corpo teria permanecido submerso por vários dias, o que comprometeu os tecidos e impossibilitou esse tipo de verificação. Por isso, os peritos farão a confirmação oficial da identidade por meio de exame de DNA, que será comparado com amostras fornecidas pela família.

Mesmo antes do resultado do exame genético, os familiares já reconheceram o corpo como sendo o de Arthur. A família, profundamente abalada, aguarda apenas a liberação oficial do IML para realizar o sepultamento. No entanto, em razão das condições em que o corpo foi encontrado, os parentes decidiram não realizar velório. O momento é de grande dor e consternação, e amigos e moradores da cidade têm prestado solidariedade aos pais e demais familiares do menino, que acompanharam de perto cada etapa das buscas.

A descoberta do corpo foi feita por um pescador, que avistou algo estranho flutuando próximo à margem do rio, a cerca de 80 metros do ponto onde, dias antes, havia sido encontrada a mamadeira de Arthur. A informação foi imediatamente comunicada às autoridades, que se deslocaram até o local para realizar o resgate. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil estiveram presentes e confirmaram que se tratava de uma criança com as mesmas características do menino desaparecido, o que levou ao acionamento do IML e da perícia.

O caso causou grande repercussão na região, especialmente pela mobilização comunitária nas buscas. Durante quase uma semana, moradores se uniram às forças de segurança, vasculhando as margens do rio, áreas de mata e propriedades próximas. A esperança era de encontrar Arthur com vida, mas, com o passar dos dias e a ausência de pistas concretas, o clima de apreensão deu lugar à angústia. O reencontro trágico trouxe um desfecho doloroso para todos que acompanharam o caso desde o início.

O delegado Guilherme Barbosa de Lima, responsável pela investigação, informou que o trabalho da Polícia Civil e da Polícia Científica será conjunto para determinar as circunstâncias da morte. A necropsia, que será realizada no IML de Ponta Grossa, deverá indicar a causa exata do óbito, esclarecendo se o menino foi vítima de afogamento acidental ou se houve algum tipo de ação criminosa. A perícia também deve analisar outros elementos encontrados no local, como vestígios e objetos próximos ao corpo, que possam contribuir para o inquérito.

De acordo com fontes ligadas à investigação, nenhuma hipótese está sendo descartada neste momento. Embora o desaparecimento inicial tenha sugerido uma possível queda acidental no rio, o delegado afirmou que apenas o resultado da necropsia e dos exames laboratoriais poderá confirmar o que realmente aconteceu. O inquérito deve reunir informações sobre o comportamento da criança, o momento em que foi vista pela última vez e o ambiente em que estava antes do sumiço.

Enquanto as autoridades trabalham na análise técnica, a cidade de Tibagi vive um clima de luto e consternação. O desaparecimento e a morte de Arthur sensibilizaram a comunidade, que vinha acompanhando o caso com grande expectativa. Diversas manifestações de solidariedade foram registradas nas redes sociais, com mensagens de apoio à família e pedidos de justiça. Igrejas locais também realizaram orações em memória da criança e em consolo aos pais, que enfrentam um dos momentos mais difíceis de suas vidas.

O Instituto Médico Legal deve concluir os exames nos próximos dias e repassar os resultados à Polícia Civil, que então seguirá com a investigação. O DNA será fundamental para a confirmação definitiva da identidade, enquanto a necropsia fornecerá informações detalhadas sobre as causas da morte, como o tempo em que o corpo permaneceu submerso e se houve sinais de violência. Somente após essas etapas será possível concluir se o caso se trata de um trágico acidente ou se há indícios de crime.

O desfecho do caso de Arthur da Rosa Carneiro ainda depende dos resultados periciais, mas o impacto da tragédia já se fez sentir em todo o Paraná. A história do menino, de apenas dois anos, comoveu o país e expôs mais uma vez a importância de investigações rigorosas e de respostas rápidas em casos de desaparecimento infantil. Enquanto o processo legal segue seu curso, a pequena Tibagi tenta se recuperar da dor, guardando na memória a breve e triste passagem de um menino que mobilizou corações e deixou uma marca profunda na comunidade.

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