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Pescador que encontrou corpo do menino Arthur faz relato sobrenatural: ‘estava rezando…’

A cidade de Tibagi, no interior do Paraná, viveu dias de intensa comoção e angústia desde o desaparecimento do pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos. O menino havia sumido na quinta-feira (9), e, após seis dias de buscas incansáveis, seu corpo foi encontrado às margens do rio Tibagi, trazendo um desfecho triste para um caso que mobilizou toda a comunidade local.

O episódio ganhou grande repercussão após um relato considerado por muitos como sobrenatural, feito pelo pescador que encontrou o corpo da criança. Segundo informações divulgadas pelo programa Balanço Geral, da Ric TV, afiliada da Record no Paraná, o pescador afirmou que estava ajoelhado na beira do rio, rezando, quando algo inexplicável aconteceu.

De acordo com o repórter Daniel Petroski, que acompanhou de perto as buscas, o pescador relatou que, no exato momento em que rezava, o corpo de Arthur submergiu das águas, como se tivesse sido “mostrado” a ele. Em seguida, tomado pela emoção, o homem começou a gritar por ajuda e chamou imediatamente os bombeiros, que já estavam atuando na região.

O relato comovente tocou profundamente os moradores da cidade e reacendeu discussões sobre fé, espiritualidade e coincidência. Para muitos, o momento foi visto como um “sinal divino”, uma resposta às correntes de oração que vinham sendo realizadas por familiares, amigos e vizinhos desde o desaparecimento da criança.

Necropsia e investigação policial

Após o resgate, o corpo de Arthur foi levado para Ponta Grossa, onde passou por necropsia. O exame tem como objetivo determinar a causa exata da morte, informação essencial para o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Tibagi.

O delegado Guilherme Barbosa de Lima, responsável pelo caso, declarou que nenhuma hipótese está sendo descartada. As possibilidades variam entre um afogamento acidental e a participação de terceiros, o que poderia indicar um crime. A polícia trabalha com o levantamento de vestígios biológicos e busca imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades da casa da família, tentando reconstruir os últimos momentos em que Arthur foi visto com vida.

O delegado destacou ainda que o caso exige cautela e sensibilidade. A prioridade, segundo ele, é garantir que a investigação avance de forma técnica e imparcial, respeitando a dor da família e a comoção pública causada pelo episódio.

Comoção e solidariedade em Tibagi

Desde o desaparecimento, a cidade de Tibagi se uniu em uma grande mobilização. Moradores organizaram vigílias, correntes de oração e mutirões de busca, mostrando solidariedade e esperança em meio à incerteza. As redes sociais da comunidade foram tomadas por mensagens de apoio e pedidos de proteção para o menino.

A confirmação da morte de Arthur trouxe profunda tristeza a todos que acompanharam o caso. A pequena cidade, acostumada à tranquilidade típica do interior, viu-se abalada pela tragédia. Igrejas locais realizaram momentos de oração e homenagens à memória do menino, enquanto a família tenta lidar com a dor da perda e aguarda respostas sobre o que realmente aconteceu.

O mistério do momento do encontro

O depoimento do pescador permanece como um dos aspectos mais marcantes do caso. A descrição do momento — ajoelhado, em oração, quando o corpo emergiu — impressionou até mesmo os agentes de resgate que participaram da operação. Embora muitos interpretem o acontecimento como um ato de fé ou uma coincidência providencial, outros preferem tratar o episódio com cautela, considerando o impacto emocional envolvido.

Independentemente da interpretação, o relato reforçou o sentimento de esperança e espiritualidade que permeou toda a cidade durante os dias de busca. O pescador, ainda abalado, afirmou que apenas pediu “para que o menino fosse encontrado”, sem imaginar que seria ele próprio a localizar o corpo.

Conclusão

O caso de Arthur da Rosa Carneiro deixa uma marca profunda em Tibagi e em todo o Paraná. Além da dor da perda, a história revela a força de uma comunidade unida pela fé e pela solidariedade. O relato do pescador, carregado de emoção e mistério, tornou-se símbolo do encerramento de uma busca que mobilizou corações e orações. Agora, com o trabalho da perícia e da polícia, resta esperar que a verdade sobre o que aconteceu com o pequeno Arthur venha à tona, trazendo justiça, consolo e paz à sua família.

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