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Polícia apreende celulares de mãe e avó de menino desaparecido no Paraná

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) apreendeu, nesta segunda-feira (14), os celulares da mãe e da avó de Arthur da Rosa Carneiro, o menino de apenas dois anos que desapareceu na última quinta-feira (9) em Tibagi, nos Campos Gerais. A medida faz parte da ampliação das investigações sobre o caso, que segue mobilizando equipes de buscas terrestres e aquáticas. Segundo a corporação, os aparelhos serão submetidos à perícia para tentar identificar mensagens, ligações ou registros que possam esclarecer o que aconteceu nas horas que antecederam o desaparecimento.

De acordo com a PCPR, a apreensão dos dispositivos visa reconstruir a linha do tempo dos acontecimentos na noite em que Arthur sumiu. A mãe da criança, Natasha da Rosa, relatou que colocou os filhos para dormir e acabou adormecendo junto. “Eu botei as crianças para dormir e achei que ele ia ficar dormindo também. Quando acordei, ele não estava mais no quarto”, contou a mulher, em entrevista à RPC.

Desde então, a cidade vive dias de tensão e angústia. Moradores se uniram em mutirões voluntários, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros percorrem áreas de mata e margens do rio Tibagi, com o apoio de drones, cães farejadores e embarcações. O local é de difícil acesso e tem vegetação densa, o que torna as buscas ainda mais delicadas.

Na sexta-feira (10), uma mamadeira que seria de Arthur foi encontrada a cerca de 250 metros da casa onde ele morava, próxima ao rio. O objeto foi recolhido para análise pericial, na tentativa de descobrir se há vestígios que indiquem a presença recente da criança naquela área. Além disso, materiais e possíveis impressões digitais foram coletados dentro da residência e encaminhados à Polícia Científica.

O caso, que chocou o Paraná, também passou a contar com o apoio do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), unidade especializada em casos dessa natureza. O nome de Arthur foi incluído no sistema Alerta Amber, programa que aciona uma rede emergencial de divulgação nas plataformas da Meta (Facebook e Instagram), ampliando o alcance das informações em um raio de 160 quilômetros a partir de Tibagi.

A delegada responsável pela investigação, que preferiu não divulgar detalhes para não comprometer as diligências, afirmou que todas as linhas de investigação permanecem abertas — desde a hipótese de desaparecimento acidental até a possibilidade de envolvimento de terceiros. “Estamos cruzando dados de localização e conversas recentes para entender o contexto do desaparecimento. Nenhuma hipótese está descartada”, afirmou em nota.

Enquanto isso, familiares e vizinhos seguem na esperança de encontrar o menino com vida. A imagem de Arthur, sorridente e de olhos curiosos, se espalhou pelas redes sociais e grupos de mensagens de toda a região. “A cidade parou. Todo mundo só fala do Arthur”, relatou uma comerciante local.

A PCPR reforçouQ que qualquer informação que possa ajudar nas buscas pode ser repassada de forma anônima pelos telefones 181 (Disque-Denúncia) ou 197 (Polícia Civil). O caso segue sob sigilo de investigação, e novas perícias estão sendo realizadas para tentar desvendar o mistério que comove o estado.

Com cada minuto que passa, cresce a ansiedade de uma comunidade inteira que, entre orações e mutirões, aguarda respostas e, acima de tudo, o retorno de Arthur para casa.

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