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Crime? o que a policia diz sobre o desaparecimento do Arthur choca

O desaparecimento do pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos, segue mobilizando autoridades e a comunidade de Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná. O menino sumiu na manhã de quinta-feira (9), de dentro da casa onde vivia com a família, e até esta segunda-feira (13) — cinco dias após o desaparecimento — as buscas continuam intensas, sem qualquer confirmação sobre o paradeiro da criança.

A mamadeira de Arthur foi encontrada ainda no primeiro dia das buscas, à tarde, em um trecho do Rio Tibagi, localizado a cerca de 500 metros da residência. O local é cercado por uma área de mata fechada, o que ampliou as frentes de procura. Desde então, as equipes de resgate vêm atuando em varreduras tanto na água quanto em terra, contando com o apoio de drones com câmeras térmicas, barcos infláveis, sonares e cães farejadores.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) afirmou, por meio de nota, que não descarta nenhuma hipótese sobre o que pode ter ocorrido. Entre as possibilidades investigadas estão a de que o menino tenha saído sozinho de casa e se perdido na mata ou no rio, ou a de que tenha sido vítima de um crime, como sequestro ou homicídio.

De acordo com o delegado Guilherme Barbosa de Lima, responsável pelo caso, familiares, vizinhos e testemunhas foram ouvidos nos últimos dias. Além disso, a polícia encontrou e coletou vestígios biológicos no local, que já foram encaminhados para análise pericial, a fim de verificar se pertencem ou não ao menino. Também foi feita a coleta de material genético dos pais, para confronto com possíveis amostras encontradas nas imediações.

O delegado explicou que a investigação é acompanhada por uma equipe do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), órgão especializado da PCPR. O caso foi incluído no sistema Amber Alert, uma ferramenta que emite alertas de desaparecimento infantil nas redes sociais — como Facebook, Instagram e WhatsApp — a todos os usuários localizados num raio de até 160 quilômetros do ponto onde a criança foi vista pela última vez.

A ação, desenvolvida em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a empresa Meta, permite ampla divulgação de informações em tempo real, aumentando as chances de encontrar a criança rapidamente. O sistema é recente no Brasil e foi utilizado pela primeira vez no Paraná em agosto de 2024, quando ajudou a localizar outro menino desaparecido.

Enquanto a investigação avança, o clima em Tibagi é de angústia e apreensão. Moradores da cidade e voluntários têm auxiliado nas buscas desde o primeiro dia, ao lado de bombeiros e policiais. Segundo a Polícia Militar, o desaparecimento foi percebido pela responsável pela criança na manhã de quinta-feira. Ao notar a ausência de Arthur dentro de casa, familiares e vizinhos iniciaram uma busca imediata nas redondezas, antes mesmo da chegada das autoridades.

Até o momento, a mamadeira é o único objeto confirmado como pertencente ao menino, encontrada boiando no rio. As equipes de busca realizam varreduras diárias ao longo do curso d’água, enquanto grupos especializados investigam cada pista e depoimento.

Em sua nota oficial, o delegado Guilherme Barbosa de Lima reforçou o pedido de cautela e respeito ao público e à imprensa. Ele destacou que, até a conclusão das investigações, nenhuma linha deve ser tratada como definitiva, e que o trabalho policial é conduzido com rigor técnico e sigilo para preservar dados sensíveis. “A Polícia Civil do Paraná solicita aos meios de comunicação e à população que evitem conclusões precipitadas ou pré-julgamentos. As diligências estão sendo conduzidas com o compromisso institucional com a verdade, a legalidade e a proteção da integridade da criança e de sua família”, afirmou o delegado.

O caso de Arthur mobiliza não apenas as forças de segurança, mas também comove o estado. Diversas mensagens de apoio e orações vêm sendo compartilhadas nas redes sociais. A população é orientada a colaborar com qualquer informação que possa ajudar a localizar o menino, por meio dos telefones 197 (Polícia Civil), 181 (Disque-Denúncia), 190 (Polícia Militar) ou (41) 3270-3350 (Sicride).

Enquanto isso, o trabalho das equipes continua, com foco em cada detalhe que possa revelar o que realmente aconteceu com Arthur. A esperança de encontrá-lo segue viva entre familiares, moradores e autoridades, que não medem esforços para trazer o menino de volta para casa.

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