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Com varredura por rio onde mamadeira foi encontrada, equipes buscam há quatro dias menino desaparecido no PR

As buscas pelo menino Arthur da Rosa Carneiro, de dois anos, chegaram ao quarto dia no domingo (12) em Tibagi, região dos Campos Gerais do Paraná, e continuam nesta segunda-feira (13). O desaparecimento da criança mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e voluntários desde a manhã de quinta-feira (9), quando o menino sumiu de dentro de casa sem que ninguém percebesse. A residência da família fica em uma área rural, próxima a um rio onde uma mamadeira pertencente à criança foi encontrada — pista que tem concentrado os esforços de resgate.

De acordo com informações das autoridades, as buscas estão sendo realizadas tanto por terra quanto por água. As equipes retomaram as operações às 8h desta segunda-feira, após suspenderem os trabalhos no domingo por volta das 18h30, sem encontrar novos vestígios do paradeiro do menino. O foco principal nesta fase é o rio que passa a cerca de 500 metros da casa da família, local onde a mamadeira foi localizada na sexta-feira (10).

A chuva intensa que atinge a região tem dificultado as operações, reduzindo a visibilidade e o acesso às áreas de mata e margens do rio. Segundo o Corpo de Bombeiros, o terreno encharcado torna o deslocamento das equipes mais lento, exigindo cuidados extras com a segurança. Mesmo assim, o trabalho segue ininterrupto, com a utilização de cães farejadores, drones com câmeras térmicas, barcos infláveis e sonares subaquáticos.

Mergulhadores do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), vindos de Curitiba, realizaram uma varredura de aproximadamente 300 metros em cada margem do rio, sem encontrar novos indícios. A esperança das equipes é que o aumento no nível da água e a correnteza mais forte possam, eventualmente, deslocar objetos que auxiliem na localização de Arthur.

Desaparecimento e mobilização familiar

De acordo com familiares, Arthur estava dentro de casa na manhã de quinta-feira quando desapareceu. A responsável percebeu o sumiço ao notar que o menino não estava mais em nenhum cômodo. Imediatamente, familiares e vizinhos iniciaram buscas nas redondezas, acionando o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. “O desaparecimento foi notado pela responsável após a criança não ser mais vista dentro da residência. Imediatamente, familiares e vizinhos iniciaram as buscas nas proximidades”, informou a PM em nota.

Desde então, as forças de segurança mantêm um trabalho conjunto, com apoio logístico da prefeitura e de moradores locais. A comunidade de Tibagi tem se mobilizado para fornecer alimentação e abrigo aos bombeiros e voluntários envolvidos. Nas redes sociais, diversas pessoas têm compartilhado imagens e informações sobre o desaparecimento, em uma corrente de solidariedade.

Alerta Amber ativado

O caso de Arthur foi incluído no Amber Alert Brasil, sistema de alerta de desaparecimento de crianças que emite notificações em redes sociais a usuários em um raio de até 160 quilômetros do local do desaparecimento. O sistema, criado em parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a empresa Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp), tem como objetivo ampliar a divulgação de informações e aumentar as chances de localização da criança.

Essa tecnologia foi usada pela primeira vez no Paraná em agosto de 2024 e, desde então, tem se mostrado uma ferramenta essencial em casos de desaparecimentos infantis. A mensagem do alerta permanece ativa por até 24 horas e pode ser renovada caso surjam novas informações. No caso de Arthur, o alerta foi disparado ainda na quinta-feira, mobilizando milhares de pessoas nas redes sociais.

Desafios e esperança

Apesar das condições adversas, as equipes de resgate mantêm o otimismo e reforçam que o trabalho continuará até que o menino seja encontrado. “Não há indícios de que as buscas serão encerradas. Continuaremos com o esforço máximo, revezando as equipes e utilizando todos os recursos disponíveis”, afirmou um dos comandantes do Corpo de Bombeiros de Ponta Grossa.

Os pais e familiares de Arthur permanecem na região acompanhando as buscas, amparados por amigos e pela comunidade local. A mãe da criança, em declaração à RPC, disse ainda acreditar que o filho possa ser encontrado com vida. “A gente tem fé em Deus e acredita que ele vai voltar pra casa”, afirmou emocionada.

Enquanto o caso comove o Paraná, as autoridades pedem que qualquer pessoa que tenha visto algo suspeito entre em contato pelos canais oficiais da polícia. O desaparecimento de Arthur da Rosa Carneiro expõe mais uma vez a importância da vigilância comunitária e da resposta rápida em casos envolvendo crianças pequenas em áreas rurais.

Com o apoio de dezenas de profissionais, tecnologia e solidariedade popular, as buscas seguem intensas no município de Tibagi. Até o momento, a única pista concreta é a mamadeira encontrada às margens do rio, símbolo de uma esperança que ainda não se apaga entre os que procuram pelo pequeno Arthur.

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