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“Alguém levou ele”, diz avó de criança desaparecida em Tibagi

O desaparecimento do pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos, tem mobilizado a cidade de Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, e comovido o estado. Desde a manhã de quinta-feira (9), quando o menino foi visto pela última vez, uma grande operação de busca foi montada por forças de segurança e voluntários. Neste sábado (11), as equipes chegaram ao terceiro dia de procura, mas, até o momento, o paradeiro da criança continua desconhecido.

Arthur desapareceu por volta das 7h30 da manhã, enquanto brincava na casa onde mora com a mãe, a avó e três tios, localizada na Rua Cornélio Frederico Geus, nas proximidades do Mirante do Rio Tibagi. Segundo o relato da família, a mãe percebeu o sumiço do filho pouco tempo depois de acordar e, desesperada, acionou a Polícia Militar. Desde então, as buscas não pararam.

O Corpo de Bombeiros do Paraná coordena a operação, que conta com apoio de mergulhadores, cães farejadores e drones equipados com tecnologia térmica. As equipes têm concentrado os trabalhos nas áreas de mata ao redor da residência e nas margens do Rio Tibagi, que fica a poucos metros da casa. No primeiro dia, as buscas se estenderam até a meia-noite, mas precisaram ser interrompidas por questões de segurança. Elas foram retomadas ao amanhecer da sexta-feira (10), com reforço de novas equipes.

Durante as buscas, uma mamadeira que seria de Arthur foi encontrada próxima ao rio, o que levantou ainda mais a preocupação da família e dos agentes envolvidos. No entanto, até agora, nenhum outro vestígio foi localizado. As forças de segurança trabalham com diferentes hipóteses, entre elas a possibilidade de que o menino tenha se perdido na mata ou, como teme a família, tenha sido levado por alguém.

A avó de Arthur, muito abalada, acredita que o neto possa ter sido raptado. Em entrevista à Ric RECORD, ela fez um apelo emocionado: “A gente está com essa hipótese que alguém levou ele. Até a gente faz um apelo para entregarem ele. Desde o dia que ele sumiu, eu ando pela mata chamando o nome dele. Dá vontade de entrar no rio para ver se ele não está lá. Eu já procurei em tudo quanto é lugar.”

O caso tem mobilizado não apenas os moradores de Tibagi, mas também internautas de diversas regiões do Paraná. Nas redes sociais, circulam mensagens de solidariedade à família e pedidos de ajuda com qualquer informação que possa auxiliar nas buscas. O Conselho Tutelar, a Defesa Civil, o Samu e a Polícia Civil também estão envolvidos na operação, reforçando o esforço conjunto para localizar o menino.

A Polícia Civil investiga o caso e colhe depoimentos de familiares e vizinhos para tentar reconstruir os momentos que antecederam o desaparecimento. Uma das linhas de investigação considera a hipótese de que Arthur possa ter saído sozinho de casa, já que a residência fica próxima a uma área aberta. No entanto, a suspeita de sequestro ainda não foi descartada, especialmente após as declarações da avó e a falta de pistas concretas sobre o paradeiro da criança.

Enquanto as buscas seguem intensas, o clima na cidade é de apreensão e esperança. Amigos, vizinhos e voluntários têm se unido à família para auxiliar nas varreduras, levando alimentos e oferecendo apoio logístico às equipes de resgate. As autoridades pedem que a população evite espalhar boatos e procure fornecer apenas informações verificadas.

A cada dia que passa, a angústia aumenta, mas a fé também se renova. A avó de Arthur resume o sentimento de todos: “A gente só quer ele de volta. Vivo, bem, do jeitinho que ele é. Que quem estiver com ele, se for o caso, devolva. Que tenha compaixão.”

Até o fechamento desta matéria, as buscas continuam, com o uso de novos equipamentos e estratégias. A esperança permanece viva em Tibagi, e toda a comunidade aguarda ansiosamente pelo reencontro de Arthur com sua família.

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