Notícias

Mistério em Tibagi: Menino de 2 anos desaparece em área rural e família suspeita de rapto

O desaparecimento do menino Artur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos, em uma área rural do município de Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, tem mobilizado equipes de resgate, familiares e voluntários desde a manhã da quinta-feira (9). Nesta sexta-feira (10), as buscas entraram no segundo dia, contando com o apoio de cães farejadores, drones, sonar e mergulhadores, em uma operação que se estende por uma vasta região de mata e áreas próximas a um rio.

O caso ganhou grande repercussão após relatos da família do menino, especialmente da avó, que revelou em entrevista à Ric RECORD, por meio do repórter Ricardo Vilches, que o neto já havia sido encontrado sozinho no mato em outras ocasiões. “Esses dias eu achei ele no meio do mato. Ele senta e fica gritando”, contou a mulher, bastante abalada. A idosa afirmou ainda que, desta vez, a família acredita que “alguém levou ele”, descartando a hipótese inicial de que o menino teria apenas se perdido.

Segundo a avó, Artur era uma criança muito curiosa e gostava de brincar na natureza, especialmente com água. “Se ele tivesse descido pro rio, como gosta muito de água, ele ia direto para a beira. Ele gosta muito de brincar com água”, explicou. Esse comportamento do menino tem sido considerado pelos familiares e pelas equipes de busca ao traçar as possíveis rotas e áreas de procura.

A mãe de Artur, uma adolescente de 15 anos, também relatou o desespero vivido no momento do desaparecimento. Ela contou que estava em casa com o irmão e os dois filhos pequenos quando percebeu que o menino havia sumido. O desaparecimento foi registrado por volta das 9h da manhã, enquanto Artur brincava em frente à casa simples onde mora a família, na zona rural de Tibagi.

“Eu estava desesperada. Procurei por todo lugar e chamei, mas ele não veio. Eu procurei nos lugares onde ele ia… Lá pra cima, pra baixo. Nós amanhecemos procurando no mato”, contou a jovem mãe, emocionada. Ela também revelou que essa não foi a primeira vez que o filho desapareceu momentaneamente, lembrando que em outra ocasião precisou buscá-lo no caminho que leva ao rio, próximo da residência. “Eu já fui buscar ele na metade do caminho [até o rio]. Faz tempinho”, disse.

A mãe explicou que, no dia do desaparecimento, estava realizando tarefas domésticas quando foi alertada por vizinhos de que Artur poderia estar indo novamente em direção ao rio. “Eu estava limpando a casa e os vizinhos me chamaram, falando que ele estava descendo para o rio. Eu fui pegar ele e estava na metade do caminho. Agora, ele estava descalço, com uma calça marrom clara”, detalhou. Segundo ela, há duas hipóteses principais para o sumiço do menino: ter sido raptado ou ter se perdido na mata, embora a primeira possibilidade pareça mais provável para a família.

As autoridades locais foram acionadas imediatamente, e as buscas contam com o apoio do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Defesa Civil e de voluntários da região. Equipes especializadas estão utilizando drones com câmeras térmicas, cães farejadores e embarcações com sonar, que vasculham o leito do rio e suas margens, enquanto mergulhadores realizam varreduras subaquáticas.

Moradores da comunidade também se mobilizaram, auxiliando na busca por meio de mutirões e divulgando informações nas redes sociais. A comoção é grande, e muitos expressam solidariedade à jovem mãe e aos avós da criança. A prefeitura de Tibagi informou que está prestando apoio logístico às equipes envolvidas e oferecendo assistência à família.

Apesar dos esforços, até o momento não há pistas concretas sobre o paradeiro de Artur. O caso continua sendo tratado como desaparecimento de criança, mas a possibilidade de rapto não é descartada pelas autoridades, que analisam informações e depoimentos colhidos na região.

Enquanto as buscas prosseguem, a comunidade permanece em vigília, na esperança de encontrar o menino com vida. A avó resume o sentimento de todos: “A gente só quer ele de volta. Onde quer que esteja, que Deus proteja o nosso pequeno Artur.”

Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: