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Jovem de 24 anos é assassinada na frente do filho de 3 anos

A madrugada desta quinta-feira (9) começou com uma notícia que abalou profundamente os moradores de Gongogi, no sul da Bahia. Uma jovem de 24 anos, identificada como Yaritssa Santana Silva dos Santos, foi assassinada a tiros dentro da própria casa. O crime, ocorrido por volta das duas da manhã, chocou uma comunidade acostumada à tranquilidade — a cidade tem pouco mais de 5 mil habitantes e raramente registra episódios de tamanha violência.

Segundo informações preliminares da Polícia Civil, Yaritssa estava em sua residência quando homens armados invadiram o local e efetuaram diversos disparos. Os tiros romperam o silêncio da madrugada e despertaram vizinhos, que, assustados, acionaram imediatamente a Polícia Militar. Ao chegarem, os agentes encontraram a vítima sem vida, caída no chão da sala. O imóvel foi isolado para o trabalho da perícia técnica, que recolheu cápsulas de munição e registrou indícios que podem ajudar na identificação dos suspeitos.

Um detalhe que torna o caso ainda mais doloroso é a presença do filho da jovem, um menino de apenas 3 anos, que presenciou toda a cena. A criança, felizmente, não foi atingida pelos disparos e foi amparada por vizinhos até a chegada do Conselho Tutelar, que assumiu a responsabilidade de prestar o devido suporte psicológico e emocional. De acordo com relatos, o menino parecia em estado de choque, chamando insistentemente pela mãe enquanto os policiais isolavam o local.

A comoção tomou conta das redes sociais logo nas primeiras horas da manhã. Amigos e familiares de Yaritssa publicaram mensagens de despedida e indignação, destacando o quanto ela era uma pessoa alegre, trabalhadora e dedicada ao filho. “Ela era uma menina de coração bom, vivia lutando pra criar o pequeno”, escreveu uma amiga próxima. Outra moradora lamentou: “A gente se sente inseguro, com medo. Nunca imaginamos algo assim acontecendo aqui em Gongogi”.

As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia Territorial de Gongogi, que trabalha com a hipótese de execução, mas ainda não descarta outras motivações. A Polícia Militar, por meio da 63ª Companhia Independente (CIPM), intensificou as rondas na região e montou barreiras nas saídas da cidade para tentar localizar os responsáveis. Nenhum suspeito foi preso até o momento.

De acordo com informações obtidas por veículos locais, vizinhos afirmaram ter ouvido ao menos cinco disparos e viram dois homens fugindo em uma motocicleta logo após o crime. As imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos já estão sendo analisadas para auxiliar nas investigações.

Enquanto a polícia busca respostas, Gongogi mergulha em luto. Em frente à casa onde tudo aconteceu, flores e velas começaram a ser deixadas por amigos e vizinhos em sinal de solidariedade. O clima é de tristeza e revolta. “É muito difícil entender tamanha crueldade. Ela era uma mãe, uma filha, uma jovem com a vida inteira pela frente”, desabafou uma moradora ao portal Giro em Ipiaú.

O corpo de Yaritssa foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna, onde passará por necropsia antes de ser liberado para sepultamento. O enterro deve ocorrer ainda nesta sexta-feira (10), em meio à comoção de familiares e amigos, que agora pedem apenas uma coisa: justiça.

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