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Terminam as buscas pelo menino Tallyson no AL

A cidade de Piaçabuçu, no litoral sul de Alagoas, amanheceu em silêncio nesta terça-feira (7). O que antes era esperança, transformou-se em luto com a confirmação da morte de Tallyson Ryan da Silva Pereira, um menino de apenas 6 anos que havia desaparecido no último sábado (4), após se afogar no mar do Pontal do Peba. A notícia, divulgada pelo Instituto Médico Legal (IML) do Agreste, abalou familiares, amigos e moradores das duas cidades envolvidas na tragédia: Piaçabuçu e Garanhuns, em Pernambuco, de onde o garoto era natural.

Segundo o perito Rimsky Coelho, chefe do IML, o corpo foi encontrado pela manhã na faixa de areia da praia e passou por exame cadavérico antes de ser reconhecido oficialmente pelos familiares. “Foi um trabalho delicado e muito triste. A família estava muito abalada”, relatou Coelho. Após a liberação, o corpo seguiu para Garanhuns, onde Tallyson será sepultado sob forte comoção.

O início da tragédia

O acidente aconteceu durante um fim de semana de lazer. Tallyson e o irmão mais velho brincavam na região conhecida como Barrinha, um trecho famoso por suas belezas naturais, mas também temido pelas fortes correntezas e formações de corais. Testemunhas contaram que os meninos estavam próximos à margem quando, de repente, começaram a afundar.

Banhistas e moradores locais tentaram o resgate imediato. O irmão foi retirado da água a tempo, mas o pequeno Tallyson foi levado pela força da correnteza. Desde então, o Corpo de Bombeiros, com apoio de pescadores e voluntários, iniciou uma operação de buscas que durou três dias. Foram utilizados drones, embarcações e mergulhadores, mas as condições do mar — com ventos fortes e águas turvas — dificultaram o trabalho.

Na manhã de terça, pouco antes de o terceiro dia de buscas começar oficialmente, o corpo do menino foi localizado próximo à faixa de areia, encerrando a corrida contra o tempo e dando início a um dos momentos mais dolorosos para a família.

Luto e alerta

Nas redes sociais, a comoção foi imediata. Mensagens de apoio e solidariedade se multiplicaram. “Não há palavras que consolem uma perda assim. Que Deus dê força à família”, escreveu uma moradora de Piaçabuçu. Em Garanhuns, escolas e igrejas também manifestaram pesar, e grupos de oração foram organizados em homenagem ao garoto.

O caso reacende o alerta sobre os perigos do banho de mar em áreas sem supervisão. A Polícia Científica de Alagoas informou que o estado já contabiliza 71 mortes por afogamento em 2025, número que preocupa autoridades locais. O Pontal do Peba, em especial, é uma área classificada como de risco, com marés imprevisíveis e redemoinhos subterrâneos que dificultam o socorro rápido.

Um adeus precoce

Tallyson era descrito pelos familiares como um menino alegre, curioso e cheio de vida. Gostava de correr, brincar com o irmão e fazer perguntas sobre tudo. Seu sorriso cativava quem o conhecia. Agora, restam apenas as lembranças e a dor de uma despedida que chegou cedo demais.

O caso de Tallyson Ryan não é apenas uma tragédia local — é um lembrete de que, diante da natureza, a atenção precisa vir antes da confiança. Em meio às lágrimas e orações, Piaçabuçu e Garanhuns se unem em um mesmo sentimento: o de que nenhuma diversão vale o preço de uma vida perdida.

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