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Nova pesquisa Ipespe será divulgada e promete movimentar disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno

A corrida presidencial de 2026 terá mais um levantamento importante nos próximos dias. O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) prepara uma nova pesquisa nacional para avaliar o cenário eleitoral entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputam o segundo turno marcado para 25 de outubro. A divulgação está prevista para sábado, 17 de outubro, em um momento decisivo para as estratégias das duas campanhas. O estudo, realizado em parceria com a Abrapel, pretende apresentar uma análise abrangente do comportamento dos eleitores brasileiros, incluindo intenções de voto, rejeição aos candidatos, avaliação do governo e expectativas sobre o futuro do país. O resultado é aguardado porque poderá indicar se a vantagem numérica registrada por Flávio Bolsonaro na rodada anterior foi mantida, ampliada ou reduzida. Entretanto, os novos percentuais ainda não são conhecidos, e qualquer antecipação sobre o desempenho dos presidenciáveis dependerá dos dados efetivamente coletados durante as entrevistas.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00223/2026 e prevê a realização de 1.500 entrevistas por telefone, utilizando linhas fixas e celulares, entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro estimada é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,45%. A pesquisa será financiada com recursos próprios do instituto, com custo declarado de R$ 105 mil. Além de perguntar diretamente em qual candidato o entrevistado pretende votar, o questionário utilizará duas modalidades de avaliação. Na primeira, chamada espontânea, os participantes deverão indicar sua preferência sem receber previamente os nomes dos concorrentes. Na segunda, denominada estimulada, serão apresentados os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro, permitindo também manifestações de voto branco, nulo ou indecisão. Essa combinação ajuda a observar tanto a lembrança imediata dos candidatos quanto a preferência demonstrada diante das opções disponíveis. Os resultados poderão oferecer informações relevantes sobre a consolidação dos votos e a existência de parcelas do eleitorado ainda abertas a mudanças.

A expectativa em torno da nova rodada ocorre após o Ipespe divulgar, em 10 de outubro, um levantamento que apontou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula. Na ocasião, o senador apareceu com 49% das intenções de voto totais, enquanto o presidente registrou 44%. Outros 5% declararam preferência pelo voto branco ou nulo, e aproximadamente 3% não souberam ou não responderam à pergunta, considerados os arredondamentos apresentados pelo instituto. Na estimativa de votos válidos, que desconsidera brancos, nulos e indecisos, Flávio alcançou 52,7%, contra 47,3% de Lula. A diferença foi de 5,4 pontos percentuais nessa modalidade, mas a própria pesquisa ressaltou que a conversão para votos válidos representa um exercício estatístico, e não uma previsão definitiva do resultado das urnas. O levantamento anterior ouviu 1.500 pessoas entre 6 e 8 de outubro e apresentou margem de erro de 2,6 pontos percentuais. Agora, uma das principais questões será verificar como o cenário se comporta após novos acontecimentos da campanha e a intensificação das atividades eleitorais dos candidatos.

Outro aspecto que receberá atenção especial será a percepção da população sobre as campanhas presidenciais. O instituto pretende avaliar qual dos concorrentes tem apresentado melhor desempenho na televisão, no rádio, nas redes sociais e nas entrevistas concedidas aos veículos de comunicação. Também será investigada a repercussão das candidaturas nas conversas realizadas pelo WhatsApp, ferramenta que desempenha papel relevante na circulação de informações políticas. A pesquisa abordará ainda o nível de confiança depositado em cada presidenciável e a disposição dos brasileiros para votar em um deles. Entre os temas apresentados aos entrevistados estarão corrupção, atuação do Supremo Tribunal Federal, economia, emprego, aumento de preços, segurança pública, saúde, educação e programas sociais. Outras questões incluem propostas relacionadas à escala de trabalho 6×1, apostas eletrônicas, soberania nacional e acontecimentos internacionais. Ao reunir esses assuntos, o levantamento poderá identificar quais preocupações estão influenciando as escolhas do eleitorado e quais debates ganharam maior destaque nesta etapa da eleição. Isso não significa, necessariamente, que um único tema determinará o resultado, mas os dados poderão contribuir para compreender as diferentes prioridades dos brasileiros.

A disposição para comparecer às urnas também será examinada pelos pesquisadores, especialmente porque o segundo turno depende não apenas das preferências declaradas, mas da participação efetiva dos eleitores. Os entrevistados deverão indicar, em uma escala de zero a dez, a probabilidade de votar no dia 25 de outubro. A distância entre suas residências e os locais de votação será outro fator considerado no questionário. O estudo também procurará compreender se os brasileiros desejam continuidade das políticas atuais, alterações pontuais na condução do país ou uma mudança mais ampla de direção. A avaliação do governo Lula fará parte dessa investigação, assim como a percepção dos entrevistados sobre a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro. Questões relacionadas à economia nacional, à situação financeira das famílias e às expectativas para o próximo ano também deverão integrar o levantamento. Esses indicadores são importantes porque ajudam a contextualizar as intenções de voto, permitindo observar como diferentes percepções econômicas e políticas se relacionam com as preferências eleitorais. Ainda assim, associações identificadas em uma pesquisa não comprovam, isoladamente, relações de causa e efeito.

Com a votação decisiva se aproximando, o novo levantamento Ipespe/Abrapel poderá fornecer informações adicionais sobre o equilíbrio de forças entre Lula e Flávio Bolsonaro. A disputa mobiliza grupos políticos distintos e exige dos candidatos atenção aos eleitores que ainda podem rever suas escolhas. Para a campanha de Flávio, os números poderão indicar a capacidade de preservar o desempenho registrado na primeira rodada do instituto. Para Lula, o estudo poderá mostrar se houve recuperação de intenções de voto e redução da diferença observada anteriormente. É importante ressaltar que pesquisas eleitorais representam retratos estatísticos do momento em que as entrevistas são realizadas e não substituem a apuração oficial dos votos. Mudanças de opinião, abstenções e outros fatores podem alterar o cenário até a eleição. Por isso, a divulgação prevista para 17 de outubro será uma nova referência para acompanhar a corrida presidencial, mas não determinará antecipadamente quem vencerá. O resultado definitivo será conhecido somente após a votação de 25 de outubro e a totalização dos votos pela Justiça Eleitoral. Até lá, Lula e Flávio Bolsonaro continuarão disputando a preferência dos brasileiros em uma eleição marcada por forte mobilização política e expectativas sobre os rumos do país.

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