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VÍDEO: Avião com vereador, esposa e amigos cai e pega fogo no Maranhão

Um avião, que havia partido da região dos Lençóis Maranhenses, aproximava-se da pista localizada no bairro Maioba do Mocajituba. Tudo parecia rotineiro, mas havia uma inquietação invisível, como se o ar antecipasse que algo estava prestes a acontecer.

Testemunhas relataram que a aeronave, um Sêneca III de dois motores, tentou pousar, mas logo precisou arremeter. O motor esforçava-se para ganhar altura, e o avião flutuava instável sobre as árvores próximas à pista. Cada segundo se arrastava lentamente, carregado de apreensão. Alguns moradores se detinham na beira da estrada, com olhares fixos, sem conseguir desviar o corpo do instinto de olhar para cima.

O som do vento e do motor se misturava a um pressentimento coletivo: algo estava errado. O avião subia, mas não o suficiente. Antes que alguém pudesse reagir, a aeronave colidiu com árvores, capotou e logo se envolveu em chamas. A fumaça escura subiu rapidamente, cobrindo o céu com um manto pesado. O cheiro de combustível queimando e o barulho metálico do impacto criaram um cenário de pura tensão, enquanto pessoas corriam para ajudar.
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Populares, impulsionados pelo medo e pela urgência, se aproximaram para retirar as vítimas do interior da aeronave antes que as chamas se alastrassem ainda mais. Cada movimento era um ato de coragem, em meio ao calor intenso e à fumaça sufocante. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros chegava rapidamente ao local, isolando a área e controlando o incêndio, impedindo que ele atingisse outras construções próximas. Policiais militares também foram acionados, colaborando na contenção da situação e garantindo segurança no perímetro.

Enquanto a tensão permanecia, crescia a dúvida sobre quem estava a bordo. O silêncio entre os socorristas e a fumaça intensa aumentava a apreensão de todos os que observavam. Cada gesto do resgate parecia uma corrida contra o tempo, e cada segundo que se passava sem notícia das vítimas aumentava o medo de uma tragédia iminente.

Finalmente, a informação foi confirmada: o vereador Beto Castro (Avante), sua esposa Raquel Lacerda, um casal de amigos e o piloto Fabrício Oliveira Dias estavam na aeronave. Todos haviam sofrido ferimentos, mas, para alívio de todos, nenhum perdeu a vida. Beto Castro e os demais receberam atendimento médico e passam bem, segundo nota divulgada pelo parlamentar.

O avião, modelo Sêneca III, prefixo PT-VRS, fabricado em 1995 e adquirido em 2022, estava em situação regular de aeronavegabilidade, mas não possuía autorização para operar como táxi aéreo. O incidente, que poderia ter terminado em tragédia, serviu de alerta sobre os riscos de pequenas aeronaves e sobre a importância de treinamento, manutenção e atenção redobrada ao tentar pousos em áreas restritas.

Naquele fim de tarde, entre o cheiro de fumaça, o calor do incêndio e o medo coletivo, o alívio foi enorme. O que começou como um voo comum se transformou em um episódio de tensão máxima, mas acabou com um desfecho de esperança e sobrevivência para todos os ocupantes da aeronave.

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