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Tenente da PM voltou da licença-maternidade poucos dias antes de acidente aéreo em MG

A morte da primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), comoveu colegas de corporação e pessoas que acompanharam sua trajetória profissional. A militar estava entre as três vítimas da queda de uma aeronave da PM ocorrida na sexta-feira (9), em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, em Minas Gerais. Mãe de duas crianças, ela havia retornado recentemente ao trabalho após a licença-maternidade.

A história da oficial ganhou ainda mais repercussão porque, poucos dias antes do acidente, sua volta às atividades havia sido celebrada pelo Comando de Aviação do Estado (ComAvE). Uma publicação nas redes sociais mostrou a tenente retomando a rotina profissional depois de um período dedicado à maternidade. A homenagem destacava os diferentes papéis que ela desempenhava na vida, como mãe, policial militar e piloto de aeronaves.

Gabriela Emília construiu uma trajetória marcada pela atuação na segurança pública e pela conquista de um espaço importante na aviação policial mineira. Ela ingressou na Polícia Militar em fevereiro de 2017 e se tornou oficial em 2019. Ao longo da carreira, trabalhou em diferentes setores da corporação, incluindo funções operacionais e administrativas na capital mineira.

Antes de integrar o Comando de Aviação do Estado, a militar atuou como comandante de setor no 34º Batalhão da Polícia Militar, em Belo Horizonte. Também trabalhou durante dois anos no Comando Tático Móvel do 41º Batalhão, igualmente na capital. As experiências fizeram parte de sua formação profissional antes de assumir novas responsabilidades na área aérea.

Um dos marcos de sua carreira foi a habilitação para pilotar aeronaves de asa fixa da Polícia Militar de Minas Gerais. Gabriela se tornou a primeira mulher da corporação mineira a conquistar essa habilitação, um feito que representou um avanço na presença feminina em uma área especializada da instituição. A partir dessa função, passou a participar de atividades que exigem preparo técnico, treinamento e responsabilidade operacional.

O trabalho da aviação policial vai muito além do deslocamento de equipes. As aeronaves do ComAvE podem ser empregadas em missões de transporte de órgãos para transplantes, atendimento aeromédico, deslocamento de tropas especializadas e apoio a diferentes operações de interesse público. A atuação dos pilotos também pode envolver transporte de autoridades, monitoramento ambiental e outras atividades previstas nas missões da corporação.

A volta de Gabriela ao trabalho havia sido registrada em uma homenagem que ressaltava a importância daquele momento pessoal e profissional. A publicação chamou a atenção após a confirmação de sua morte, transformando uma mensagem de boas-vindas em uma lembrança da trajetória da oficial. A notícia também trouxe à tona a realidade enfrentada por familiares que precisam lidar com uma perda inesperada.

A aeronave da Polícia Militar caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. Além de Gabriela, morreram no acidente o tenente-coronel Luis Silvestre e a tenente Alice Almeida. Os três integravam o Comando de Aviação do Estado e estavam envolvidos em atividades relacionadas à aviação da corporação.

O voo havia partido de Belo Horizonte com destino à região de Ipatinga e estava relacionado a um procedimento de rechecagem de habilitação. Esse tipo de atividade faz parte da rotina de treinamento e verificação das condições técnicas dos pilotos. As circunstâncias da queda passaram a ser apuradas pelas autoridades responsáveis pela investigação aeronáutica.

A morte de Gabriela interrompeu uma trajetória que reunia dedicação à segurança pública, desenvolvimento profissional e uma conquista histórica para as mulheres da Polícia Militar mineira. Para além da carreira, a tenente deixa duas crianças e familiares que agora enfrentam a perda. Sua história permanece associada ao pioneirismo na aviação policial e ao compromisso com as atividades desempenhadas pela corporação.

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