Moraes toma nova decisão envolvendo policiais sobre Bolsonaro

Após dias de tensão em Brasília, novos detalhes sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes foram divulgados ao público na última terça-feira, 26 de agosto.
No documento, o ministro do STF defende a necessidade de adotar medidas mais rigorosas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando um “risco de fuga” que poderia ser intensificado pelas atividades de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.
A decisão destaca que “a conduta criminosa de Eduardo Nantes Bolsonaro para influenciar diretamente o andamento do […] se intensifica à medida que se aproxima a possibilidade de conclusão do julgamento”, previsto para o início de setembro.
Com a divulgação dos detalhes do despacho, tornou-se evidente a justificativa para o aumento da vigilância. Foi mencionado que as ações de Eduardo em um país estrangeiro indicam uma possível intenção de fuga.
Diante do cenário, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, também se pronunciou. Em um parecer enviado ao STF na véspera, ele sugeriu oficialmente que a polícia mantenha equipes de prontidão para monitorar Bolsonaro continuamente.
A desconfiança das autoridades em relação a uma possível fuga já é antiga. A Polícia Federal descobriu, no celular de Bolsonaro, um documento que solicitava asilo à Argentina, o que gerou suspeitas.
Os advogados do ex-presidente afirmam que o pedido não chegou a ser enviado, porém, a Polícia Federal ressalta que o arquivo foi salvo na mesma época em que ele esteve hospedado na embaixada da Hungria, em fevereiro de 2024.
Atualmente, a Primeira Turma do STF está se preparando para o julgamento do mérito da ação contra o ex-presidente, programado para acontecer entre os dias 2 e 12 de setembro.
A vigilância em torno de Bolsonaro foi intensificada à medida que o país aguarda o desfecho de um dos casos políticos mais significativos dos últimos anos.



