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Triste notícia se confirma sobre jovem internada com suspeita de intoxicação por metanol

A cidade de São Bernardo do Campo (SP) vive dias de apreensão com o estado de saúde de Bruna Araújo, de 30 anos, que permanece internada em estado grave no Hospital de Clínicas. A jovem é vítima de uma suspeita de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica que pode causar cegueira, falência múltipla de órgãos e morte.

De acordo com informações divulgadas pela Prefeitura de São Bernardo, os médicos iniciaram o protocolo de morte cerebral, um processo rigoroso que busca confirmar a ausência irreversível das funções cerebrais. O procedimento envolve duas avaliações clínicas detalhadas, testes de respiração e um exame complementar que detecta a falta de atividade encefálica. O protocolo é conduzido com extrema cautela e somente após todos os resultados é possível confirmar o diagnóstico definitivo.

Bruna foi levada ao hospital no dia 29 de setembro, após apresentar sintomas severos como náuseas, vômitos, tontura e visão turva, um dia depois de sair com amigos para um show de pagode em um bar da cidade. Segundo relatos, ela teria consumido vodca misturada com suco de pêssego. Seu namorado, que também ingeriu a bebida, precisou ser internado em outra unidade de saúde, mas apresenta um quadro mais estável.

A Polícia Civil abriu investigação para apurar a origem das bebidas consumidas naquela noite. Agentes já estiveram na distribuidora apontada como fornecedora do estabelecimento, mas o responsável negou exclusividade no fornecimento. A suspeita é de que algumas garrafas possam ter sido adulteradas com metanol, possivelmente de forma clandestina, o que levanta um alerta sobre falsificações em bebidas alcoólicas vendidas na região.

“Ela estava feliz, dançou, se divertiu. Ninguém imaginava que a noite terminaria assim”, contou Gabriela Damasceno, amiga de Bruna, emocionada. “No dia seguinte, começou a passar mal, dizia que estava com a vista embaçada. Achamos que era ressaca, mas o quadro só piorava.”

Ao dar entrada no hospital, Bruna recebeu antídoto específico para intoxicação por metanol e foi submetida a hemodiálise para tentar eliminar a substância do organismo. Apesar dos esforços da equipe médica, seu estado é considerado extremamente crítico.

Casos de intoxicação por metanol não são inéditos no Brasil. Em 2020, episódios semelhantes ocorreram no interior de Minas Gerais e no litoral paulista, deixando diversas vítimas. O metanol, também conhecido como “álcool metílico”, é um composto usado na indústria química e proibido para consumo humano. Quando ingerido, ele é metabolizado em substâncias que danificam o sistema nervoso e a retina, podendo causar cegueira em poucas horas e, em doses maiores, levar à morte.

A tragédia envolvendo Bruna reacende o alerta sobre o consumo de bebidas de procedência duvidosa. A Polícia Científica recolheu amostras da vodca e do suco de pêssego ingeridos por ela para análise laboratorial, cujo resultado deve orientar o rumo da investigação.

Enquanto o país acompanha com pesar o desenrolar do caso, amigos e familiares se reúnem em vigília e orações pela recuperação de Bruna. “A gente só quer um milagre”, disse a mãe da jovem, visivelmente abalada. O episódio reforça uma dura lição: o perigo invisível da adulteração alcoólica pode transformar momentos de diversão em tragédias irreversíveis.

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