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Aos 95 anos, Fernanda Montenegro grava participação em série

Aos 95 anos de idade, Fernanda Montenegro prova mais uma vez por que é considerada a grande dama do teatro e da dramaturgia brasileira. Reconhecida internacionalmente por sua carreira impecável, a atriz se prepara para um novo desafio: sua volta às telas em Emergência 53, série original do Globoplay produzida em parceria com a Conspiração. O lançamento, previsto para 2026, já é aguardado como um dos grandes destaques da plataforma de streaming.

Uma história sobre a linha de frente da saúde

Emergência 53 é uma série médica que mergulha no universo do atendimento pré-hospitalar, inspirado no trabalho do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A trama acompanha médicos, enfermeiros e motoristas de resgate que atuam na linha de frente de situações de emergência, enfrentando diariamente a imprevisibilidade da vida e da morte. O título faz referência a uma unidade fictícia que concentra não apenas os dramas médicos, mas também as histórias pessoais de seus profissionais e pacientes.

Diferente das produções médicas tradicionais que se passam em hospitais, a série aposta em uma abordagem mais dinâmica, focada no trabalho das equipes em campo, nos desafios de tempo e logística e na pressão emocional de lidar com vidas em risco. É um retrato intenso da rotina desses profissionais que, muitas vezes, precisam tomar decisões em questão de segundos.

A volta triunfal de Fernanda Montenegro

Dentro desse universo de adrenalina e tensão, surge a personagem Dona Laura, interpretada por Fernanda Montenegro. Dona Laura é uma senhora espirituosa e vibrante, que, apesar da idade avançada e da saúde frágil, mantém uma relação peculiar com a vida. Sua obsessão pela morte contrasta com o humor ácido e a vitalidade que ela insiste em preservar. Entre seus segredos estão hábitos pouco convencionais para alguém em sua condição: fumar e beber escondida da filha.

A filha, Irene, vivida por Yara de Novaes, é justamente a chefe da unidade de emergência que dá nome à série. O contraste entre mãe e filha promete render momentos de emoção e leveza dentro de um enredo marcado por situações-limite. Enquanto Irene lida com o peso de comandar uma equipe médica em crises constantes, precisa também administrar o temperamento indomável da mãe em casa. A relação entre as duas personagens deve se tornar um dos pontos altos da narrativa, equilibrando drama familiar e comédia em meio ao ritmo acelerado do cotidiano médico.

Uma produção de peso

Emergência 53 tem criação assinada por Claudio Torres, Márcio Maranhão e Andrucha Waddington, nomes consagrados na televisão e no cinema brasileiros. Além da criação, eles também dividem a direção da série, o que garante uma visão artística coesa e inovadora. A parceria com a Conspiração, uma das produtoras mais respeitadas do país, reforça a aposta em uma produção de qualidade, com potencial para dialogar tanto com o público brasileiro quanto com o mercado internacional.

Segundo os criadores, a ideia é apresentar uma série que una a dramaticidade de casos médicos intensos com o lado humano das relações pessoais. Cada episódio deve explorar dilemas éticos, desafios técnicos e conflitos emocionais que refletem a realidade dos profissionais de saúde, mas sempre trazendo também uma dose de humanidade e esperança.

Expectativas para 2026

Ainda sem data exata de estreia definida, a série já desperta grande expectativa. O retorno de Fernanda Montenegro por si só é motivo de entusiasmo, afinal, trata-se de uma artista cuja presença eleva qualquer produção. Sua última participação de destaque em séries havia sido em Segunda Chamada, em 2019, também no Globoplay, em que deixou sua marca com uma atuação memorável. Agora, em Emergência 53, o público terá a oportunidade de reencontrar a atriz em um papel feito sob medida para sua versatilidade e carisma.

Para além da presença de Fernanda, Emergência 53 promete trazer uma reflexão atual e necessária sobre o sistema de saúde e o papel fundamental dos profissionais que atuam em situações emergenciais. Em tempos em que a valorização desses trabalhadores se tornou ainda mais evidente, a série surge como uma homenagem e um reconhecimento ao esforço diário de salvar vidas.

Uma obra que mistura emoção, crítica e humor

O equilíbrio entre drama, crítica social e humor é um dos grandes trunfos do projeto. Dona Laura, com sua vitalidade indomável, deve funcionar como uma espécie de contraponto à dureza da rotina médica, lembrando ao público que, mesmo diante da morte, a vida pode ser celebrada com ironia e coragem. Essa dualidade promete tornar Emergência 53 não apenas uma série médica envolvente, mas também uma obra sensível e humana, capaz de emocionar e divertir ao mesmo tempo.

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