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Mistério e indignação: mulher morre após aceitar brinde, e marido expõe detalhes chocantes

A morte de Luana dos Santos Anastácio, de 40 anos, após um procedimento estético realizado no Guarujá (SP), tornou-se alvo de investigação policial e reacendeu o alerta sobre os riscos de tratamentos oferecidos sem avaliação médica adequada. O caso, que veio a público nesta última semana, envolve acusações de negligência contra uma clínica de emagrecimento e questionamentos sobre a falta de protocolos de segurança.

Segundo o marido da vítima, Mizael Souza Anastácio, Luana passou por uma aplicação de enzimas como parte de um “brinde” oferecido pela clínica Emagrecentro, após o estabelecimento ficar sem o medicamento Mounjaro, usado por ela no tratamento de emagrecimento. O procedimento foi feito no dia 29 de agosto, e, poucas horas depois, Luana começou a apresentar sintomas preocupantes, como mal-estar, febre e náuseas.

De acordo com o relato do marido, o quadro de saúde da esposa se agravou rapidamente. No dia seguinte, surgiram manchas roxas pelo corpo e sinais de sangramento. Alarmado, Mizael levou Luana a um hospital em Santos, onde ela foi internada na UTI. Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu e faleceu em 31 de agosto, três dias após o procedimento estético.

O caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia Sede do Guarujá, e a Polícia Civil aguarda os laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa exata do óbito. A investigação busca esclarecer se a aplicação das enzimas teve relação direta com a morte e se houve falha na conduta da clínica ou ausência de avaliação médica prévia.

Em nota oficial, o Emagrecentro lamentou o falecimento da cliente, mas negou qualquer responsabilidade sobre o ocorrido. A clínica afirmou que o procedimento não tem vínculo com o óbito, alegando que a paciente sofria de retocolite ulcerativa, uma doença autoimune crônica que poderia estar relacionada à piora do quadro clínico.

Mizael, no entanto, contesta a versão apresentada. Ele afirma que a esposa também tinha plaquetopenia, condição que reduz a capacidade de coagulação do sangue. Para ele, a aplicação das enzimas sem análise médica aprofundada pode ter provocado uma hemorragia interna, especialmente no estômago, contribuindo diretamente para a morte. “Ela confiou na clínica e achou que era algo simples. Agora, eu só quero justiça e que outras pessoas não passem pelo mesmo”, declarou o marido, emocionado.

Enquanto a investigação segue, o caso gera grande repercussão entre profissionais de saúde e especialistas em estética, que reforçam a importância de realizar procedimentos invasivos apenas sob supervisão médica e após exames laboratoriais. As enzimas, utilizadas para acelerar a queima de gordura localizada, podem causar reações graves em pessoas com doenças pré-existentes ou com distúrbios de coagulação.

A família de Luana agora aguarda respostas e cobra responsabilização. Para Mizael, mais do que uma tragédia pessoal, a perda da esposa serve como alerta sobre a banalização de práticas estéticas que, quando realizadas sem o devido cuidado, podem transformar o sonho de emagrecer em uma fatalidade irreversível.

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