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Paulo Baier fala sobre sua saída do Athletico e cita Petraglia

Ídolo do Athletico e um dos nomes mais marcantes da história recente do clube, Paulo Baier voltou a falar sobre sua saída do Furacão no fim de 2013 e esclareceu um ponto que ainda desperta curiosidade entre os torcedores. Mais de uma década depois de deixar Curitiba, o ex-meia afirmou que nunca teve problemas de relacionamento com Mario Celso Petraglia e garantiu que não houve qualquer desentendimento pessoal entre os dois antes da mudança de planos envolvendo sua renovação. Em entrevista à Trétis TV, Baier contou que mantinha uma relação próxima com o dirigente e que chegou a acreditar que continuaria no Athletico na temporada seguinte. O novo contrato havia sido anunciado publicamente pelo clube, mas acabou não sendo assinado. Para o antigo camisa 10, a reviravolta aconteceu de maneira inesperada, já que ele saiu de férias acreditando que a situação estava resolvida e só depois recebeu a informação de que a renovação não seria mantida.

Paulo Baier fez questão de explicar que sua relação com Petraglia ia além do contato profissional comum entre jogador e dirigente. Segundo o ex-atleta, os dois tinham proximidade e conviviam de maneira tranquila durante sua passagem pelo Athletico. “Eu posso falar tudo, a real. Não tem por que esconder. Eu nunca tive problema com o Petraglia. Petraglia conheceu minhas filhas, conheceu minha esposa, tomava café, conversava”, contou. A declaração foi reforçada em outro momento da entrevista, quando Baier voltou a afirmar que, pelo seu lado, nunca existiu qualquer conflito com o presidente. “De minha parte, eu posso garantir a vocês: eu nunca tive problema com o Petraglia. Nunca”, disse. O ex-jogador também revelou que até hoje não sabe exatamente o que provocou a mudança de postura do clube. Para ele, o que aconteceu foi especialmente inesperado porque o entendimento sobre sua permanência havia sido apresentado como algo definido, ainda que a documentação não tivesse sido formalizada.

A renovação de Paulo Baier chegou a ser anunciada oficialmente pelo Athletico em outubro de 2013, o que tornou a situação ainda mais curiosa posteriormente. Antes da partida contra o Atlético-MG, disputada na Vila Capanema e vencida pelo Furacão por 1 a 0, o sistema de som do estádio informou aos torcedores que o contrato do meia havia sido prorrogado até o fim de 2014. O clube também publicou a informação em seu site oficial. Apesar da divulgação, o novo vínculo permaneceu apenas no campo verbal e não chegou a ser assinado. Essa diferença entre o anúncio público e a formalização contratual acabou gerando uma situação que permaneceu na memória dos torcedores. Em dezembro daquele mesmo ano, Petraglia comunicou ao empresário Neco Cirne que o Athletico não cumpriria o acordo anunciado anteriormente. Na época, a decisão foi atribuída à resistência de integrantes do Conselho Deliberativo à continuidade do jogador, que já tinha 39 anos.

A decisão surpreendeu ainda mais porque Paulo Baier vinha de uma temporada de grande destaque pelo Athletico. O time encerrou o Campeonato Brasileiro de 2013 na terceira colocação, garantiu uma vaga na Libertadores e também chegou à decisão da Copa do Brasil. Dentro de campo, o meia continuava sendo uma das principais referências da equipe e conseguiu marcas expressivas naquele período. Baier alcançou 100 gols na era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro e terminou a competição entre os melhores jogadores de sua posição. Por isso, a expectativa de sua permanência era considerada natural dentro do ambiente do clube, especialmente depois do anúncio feito publicamente. O próprio jogador estava convencido de que seguiria no Furacão. “Eu não sei o que aconteceu, para te falar a verdade. Comigo não aconteceu nada. Eu saio de férias e, para mim, está tudo certo. Eu renovei o contrato, mesmo na palavra. Mas palavra está tudo certo. Não tinha assinado nada, mas tinha anunciado”, explicou durante a entrevista.

Sem a renovação que havia sido anunciada, Paulo Baier precisou procurar um novo clube e acertou com o Criciúma no fim de dezembro de 2013. A mudança encerrou uma passagem de quatro anos e meio pelo Athletico, período em que o meia participou de diferentes momentos da trajetória rubro-negra. Contratado em 2009, ele esteve no elenco durante o rebaixamento de 2011, permaneceu para a campanha de retorno à Série A em 2012 e foi uma das referências da equipe na temporada seguinte. A saída, portanto, aconteceu justamente depois de um período em que o clube havia retomado protagonismo no cenário nacional. A história da renovação que não se concretizou acabou se tornando um dos episódios mais comentados daquela passagem, principalmente porque o próprio Athletico havia divulgado anteriormente que o jogador permaneceria. Anos depois, Baier voltou ao assunto para esclarecer que, ao menos de sua parte, não existia qualquer problema pessoal com Petraglia.

Ao relembrar o episódio, Paulo Baier também deixou claro que não pretende alimentar uma versão de conflito pessoal que, segundo ele, nunca existiu. A principal dúvida do ex-meia continua sendo justamente o que levou o clube a mudar de decisão depois de anunciar sua permanência. O jogador tinha deixado Curitiba para as férias acreditando que o acordo estava encaminhado e só posteriormente soube que não seguiria no Athletico. A falta de assinatura do contrato acabou sendo determinante para que o entendimento não fosse formalizado, enquanto a resistência de integrantes do Conselho Deliberativo foi apontada na época como um dos fatores para a mudança. Mais de dez anos depois, a lembrança daquele período continua despertando interesse entre os torcedores, especialmente pela importância que Baier teve para o clube. Sua passagem pelo Furacão ficou marcada por diferentes momentos, desde a temporada do rebaixamento até a retomada na Série A e a classificação para a Libertadores. Agora, ao revisitar a história, o ídolo rubro-negro reforça que sua relação com Petraglia permaneceu próxima e que ainda não sabe o motivo exato que levou ao fim inesperado das negociações.

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