Cantora de 60 anos parte após diagnóstico de hepatite C e gera homenagens pelo país

Cantora de 60 anos parte após diagnóstico de hepatite C e gera homenagens pelo país

A cantora Maria Aparecida de Moraes, conhecida artisticamente como Cidinha Moraes, morreu na segunda-feira (28), aos 60 anos. Cofundadora da banda católica Vida Reluz, a artista estava internada e recebia acompanhamento médico após ser diagnosticada com hepatite C. Nas semanas que antecederam sua morte, familiares, amigos e admiradores utilizaram as redes sociais para pedir orações e demonstrar apoio durante o período de tratamento. A notícia gerou comoção entre pessoas que acompanharam sua trajetória na música católica e reconheceram a importância de seu trabalho de evangelização.

Cidinha havia completado 60 anos no dia 7 de setembro e permaneceu sob cuidados médicos até os últimos dias. Ao longo desse período, mensagens de carinho foram compartilhadas por integrantes de comunidades religiosas, músicos e admiradores que conheciam seu trabalho. A cantora construiu uma trajetória de mais de quatro décadas ligada à música e à evangelização, atividade iniciada ainda na juventude, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, cidade que também se tornou um dos principais cenários de sua história artística.

A ligação de Cidinha com o Vida Reluz começou em 1985, quando ela, Walmir Alencar e outros jovens ligados à Sociedade de São Vicente de Paulo passaram a organizar encontros, vigílias, momentos de oração e atividades de louvor. Naquela época, o grupo tinha o costume de levar a Bíblia para as reuniões e acabou sendo conhecido inicialmente como Grupo da Bíblia. O trabalho desenvolvido pelos jovens cresceu ao longo dos anos e, posteriormente, ganhou uma identidade musical que alcançaria diferentes regiões do país.

Em 1995, uma década depois do início das atividades, o grupo lançou seu primeiro álbum como Vida Reluz. A partir daquele momento, o projeto passou a ocupar um espaço cada vez maior na música católica brasileira. As canções produzidas pelo grupo começaram a ser utilizadas em celebrações, encontros religiosos, retiros, momentos de oração e atividades de comunidades. Cidinha tornou-se uma das vozes associadas a essa trajetória e participou de diferentes momentos da produção musical e evangelizadora construída pelo grupo ao longo dos anos.

Entre as músicas que ficaram associadas ao repertório do Vida Reluz estão “Celebra a Vitória”, “Como És Lindo”, “Diante do Rei”, “Confia em Mim” e “Gratidão”. As canções ajudaram a aproximar o trabalho do grupo de diferentes públicos e passaram a fazer parte da rotina de pessoas que encontravam na música uma forma de oração e reflexão. Em uma entrevista concedida à Milícia da Imaculada, Cidinha resumiu sua visão sobre a missão desenvolvida ao lado dos companheiros de caminhada: “Fomos chamados para servir e aqui estamos”.

A trajetória da cantora foi marcada justamente pela relação entre música, fé e serviço. Ao longo de décadas, Cidinha participou de apresentações e atividades voltadas à evangelização, mantendo uma ligação próxima com comunidades e instituições religiosas. Para muitos admiradores, sua voz passou a fazer parte de momentos importantes da vida espiritual, especialmente em celebrações e encontros realizados por grupos católicos. Sua contribuição também ajudou a preservar a história do Vida Reluz e sua presença na música religiosa brasileira.

A confirmação da morte provocou manifestações de pesar de instituições e pessoas ligadas ao segmento. A Comunidade Canção Nova, a Fundação João Paulo II, a Editora Paulinas e representantes da música católica publicaram homenagens à artista, destacando sua dedicação ao trabalho de evangelização e sua participação na história do Vida Reluz. As mensagens também ressaltaram o carinho construído por Cidinha ao longo dos anos com o público que acompanhava suas atividades.

O velório da cantora foi realizado na Sala 6 da Urbam, em São José dos Campos, município onde começou a trajetória do Vida Reluz. O sepultamento estava previsto para terça-feira (29), às 16h, no Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek. Familiares, amigos, integrantes de comunidades religiosas e admiradores tiveram a oportunidade de prestar as últimas homenagens à artista.

A morte de Cidinha Moraes encerra uma trajetória dedicada à música católica e deixa registrada uma história construída ao longo de mais de 40 anos. Desde os primeiros encontros realizados ainda na década de 1980 até os anos de atuação com o Vida Reluz, a cantora participou de um trabalho que alcançou diferentes gerações. Para quem acompanhou sua caminhada, as músicas, apresentações e mensagens deixadas durante esse período permanecem como parte importante de sua contribuição para a evangelização por meio da arte.