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O que se sabe sobre oficial da Marinha encontrada sem vida em alojamento de SP

A Segundo-Tenente Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi encontrada sem vida nesta quinta-feira, 24 de setembro, em seu alojamento no Centro Tecnológico da Marinha, localizado na Cidade Universitária da USP, na zona oeste da capital paulista. O caso está sendo tratado como morte suspeita e chamou atenção por circunstâncias que envolvem o encaminhamento ao hospital e a atuação de diferentes órgãos de segurança. A jovem era engenheira mecânica e havia ingressado na corporação em dezembro de 2024.

Conforme registrado em boletim de ocorrência, após ser encontrada, Beatriz foi conduzida ao Hospital Universitário da USP pela capitã de corveta Priscila Valente Fernandes, que atua como médica da Marinha. Ao chegar à unidade, a profissional de saúde que realizou o atendimento se recusou a registrar o óbito, já que a vítima já havia falecido antes da chegada. A Polícia Militar foi acionada por volta das 21h, quando foi constatada a recusa em fazer o registro.

Quando as forças de segurança chegaram ao local, observaram que o corpo apresentava sinais de que o falecimento havia ocorrido há algum tempo. Além disso, a equipe policial não teve acesso ao ambiente onde a oficial foi encontrada, e a remoção do corpo antes da realização de procedimentos periciais pode ter alterado elementos importantes para a investigação. A Polícia Civil aponta a necessidade de esclarecer tanto as circunstâncias da morte quanto os fatos que se seguiram, levantando inclusive a possibilidade de eventual fraude processual, sem que isso esteja, contudo, comprovado.

O caso foi formalizado como morte suspeita pelo 7º Distrito Policial da Lapa. A Secretaria de Segurança Pública informou que as apurações serão conduzidas pela Polícia Federal em conjunto com a Marinha do Brasil. Beatriz atuava no Centro de Pesquisas da Marinha e havia iniciado o curso de formação de oficiais em agosto de 2024. Antes de ingressar na corporação, trabalhou com vendas e desenvolvimento de projetos no setor de energia, construindo uma trajetória profissional diversificada.

A oficial deixa o marido, Gadu Figueiredo, de 30 anos, que atua como bombeiro civil. O casal se uniu em março deste ano e compartilhou momentos da cerimônia nas redes sociais. O sepultamento ocorreu na manhã deste sábado, 26, no Cemitério da Saudade, em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo, conforme comunicado da mãe de Beatriz, Soraia Fickert. A despedida emocionou amigos e familiares, que prestaram homenagens à jovem.

Entre as manifestações, a amiga Andreia Marcolino publicou mensagem em redes sociais relembrando a convivência e o carinho que sentia por Beatriz. “Você partiu cedo demais, deixando um silêncio que palavras nenhuma conseguem preencher”, escreveu. Em nota oficial, a Marinha do Brasil confirmou o falecimento, prestou condolências e informou que as causas e circunstâncias estão sendo apuradas. A instituição também declarou estar oferecendo apoio social, psicológico e religioso aos familiares, enquanto as autoridades competentes seguem com os trabalhos para esclarecer todos os fatos.

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