Família não acredita em acidente! Fatos revelados sobre a morte de Beatriz no alojamento da Marinha intrigam investigadores

A morte da segundo-tenente Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, passou a ser investigada pelas autoridades após a oficial ser encontrada sem vida em uma instalação da Marinha do Brasil localizada dentro da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O caso aconteceu na quinta-feira (24) e foi registrado inicialmente como morte suspeita. Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa do óbito.
Beatriz era engenheira mecânica e trabalhava no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo. Segundo informações divulgadas pela corporação, ela foi encontrada desfalecida no alojamento da unidade. Uma equipe médica da própria instituição foi acionada e, posteriormente, a oficial foi encaminhada ao Hospital Universitário da USP, onde a morte foi constatada. A versão apresentada pela Marinha está sendo considerada no curso da apuração realizada pelas autoridades competentes.
Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores está relacionado à transferência do corpo antes da realização da perícia no local onde Beatriz foi encontrada. Conforme o boletim de ocorrência, uma capitã de corveta que se identificou como médica da Marinha levou a oficial até o Hospital Universitário. Segundo o registro policial, Beatriz já teria chegado à unidade de saúde sem sinais vitais, e uma médica do hospital se recusou a emitir a declaração de óbito naquela circunstância. A Polícia Militar foi acionada posteriormente.
O boletim também registra que será apurada a possibilidade de uma eventual fraude processual relacionada à retirada do corpo antes dos procedimentos periciais. Essa hipótese, porém, faz parte da investigação e não significa que uma irregularidade tenha sido comprovada. O objetivo das autoridades é entender a sequência dos acontecimentos, verificar como Beatriz foi encontrada e esclarecer por que houve a transferência para o hospital antes que os trabalhos periciais fossem realizados na instalação da Marinha.
A investigação deverá ficar sob responsabilidade da Polícia Federal, em conjunto com a Marinha, devido ao fato de a ocorrência ter acontecido dentro de uma instalação militar situada em área sob administração federal. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a ocorrência foi inicialmente apresentada à Polícia Civil, mas que a apuração e as providências relacionadas ao caso caberão às autoridades federais e militares. A mudança de competência está relacionada às características do local onde ocorreu o fato.
Outro aspecto que deverá ser esclarecido é o intervalo entre o momento em que Beatriz foi localizada no alojamento e sua chegada ao Hospital Universitário. O registro policial aponta que ela chegou à unidade de saúde sem vida, enquanto a Marinha informou que a equipe médica do Centro Tecnológico foi acionada imediatamente e encaminhou a militar para atendimento. As diferentes descrições sobre a sequência dos acontecimentos deverão ser analisadas durante a investigação, juntamente com os demais elementos disponíveis.
A realização da perícia e a análise de informações do local serão importantes para determinar as circunstâncias do óbito. Até agora, não há confirmação oficial sobre o que provocou a morte da engenheira mecânica. Por isso, qualquer hipótese sobre a causa ou sobre eventual responsabilidade de terceiros ainda depende da conclusão dos trabalhos das autoridades. O caso permanece em apuração, e novas informações deverão ser divulgadas conforme os investigadores avancem na análise dos fatos.
Beatriz fazia parte do quadro de oficiais da Marinha e sua atuação estava ligada às atividades de engenharia no Centro Tecnológico instalado na Cidade Universitária. Após a confirmação da morte, a corporação informou que está prestando assistência social, psicológica e religiosa aos familiares e amigos da oficial. Em nota, a Marinha também manifestou condolências aos familiares e afirmou que as causas e circunstâncias do caso estão sendo apuradas pelas autoridades responsáveis.
A USP também foi procurada para comentar o episódio, mas informou, segundo as reportagens publicadas sobre o caso, que não se manifestaria. Enquanto isso, a investigação busca reunir informações que permitam reconstruir os acontecimentos desde a localização de Beatriz no alojamento até sua chegada ao Hospital Universitário. A expectativa é que os exames periciais e os demais procedimentos de investigação ajudem a esclarecer as dúvidas que permanecem sobre a morte da oficial.



