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Luto na música brasileira! Morre o lendário Roberto Müller, ícone do brega e da MPB, aos 89 anos

Morreu nesta quinta-feira (24), aos 89 anos, o cantor e compositor Roberto Müller, artista que construiu uma trajetória de destaque na música romântica e popular nordestina. O músico estava no Recife, capital de Pernambuco, cidade onde viveu durante décadas e estabeleceu uma forte ligação com o público local. A informação sobre a morte foi confirmada por veículos de imprensa de Pernambuco e pela Globo Nordeste. A notícia marca o fim de uma carreira iniciada ainda na década de 1950 e que atravessou diferentes fases da música brasileira.

Natural de Piracuruca, no Piauí, Roberto Müller começou sua caminhada artística em 1955, quando passou a atuar na Rádio Timbira, em São Luís, no Maranhão. Naquele período, o rádio era um dos principais caminhos para artistas que buscavam reconhecimento e espaço no cenário musical. Foi justamente nesse ambiente que Müller deu os primeiros passos de uma trajetória que posteriormente o levaria a importantes centros da indústria fonográfica brasileira.

Durante a década de 1960, o cantor decidiu seguir para o Rio de Janeiro em busca de novas oportunidades profissionais. Na então capital cultural do país, passou por emissoras importantes, entre elas a Excelsior, a Nacional e a Mayrink Veiga. A experiência adquirida nas rádios ajudou a ampliar sua visibilidade e abriu caminho para uma nova etapa de sua carreira, que ganharia projeção nacional a partir de 1963.

Foi nesse período que Roberto Müller passou a consolidar seu nome no mercado fonográfico. Ao longo das décadas seguintes, o artista gravou dezenas de discos e alcançou uma marca expressiva de seis discos de ouro. O reconhecimento comercial acompanhou uma carreira dedicada principalmente à música romântica, gênero no qual construiu uma identidade própria e conquistou admiradores em diferentes regiões do país.

Entre as obras associadas à trajetória do cantor está “Entre Espumas”, além de músicas como “Nunca Mais Brigarei Contigo”. As canções ajudaram a estabelecer a presença de Roberto Müller no repertório romântico brasileiro e contribuíram para manter seu nome lembrado por diferentes gerações. Seu trabalho também ganhou espaço no circuito da música popular nordestina, especialmente depois de sua mudança definitiva para Pernambuco.

A relação de Roberto Müller com o Recife começou a ganhar força a partir dos anos 1980. Foi nessa época que o artista escolheu a capital pernambucana para viver. Uma reportagem publicada pelo Farofafá em 2013 registrou que Müller já morava na cidade havia aproximadamente três décadas. A permanência prolongada no Recife fez com que o cantor passasse a ser identificado também com a cena musical pernambucana.

Mesmo depois do período de maior exposição nacional, Roberto Müller continuou sendo lembrado pelo público por sua contribuição à música romântica e ao segmento conhecido como brega no Nordeste. Sua trajetória representa uma fase importante da música popular brasileira, especialmente de um período em que o rádio, os discos e os programas de auditório tinham papel central na divulgação dos artistas.

Ao longo de sua carreira, Müller acompanhou transformações profundas no mercado musical. Começou quando o rádio era o principal meio de divulgação, passou pela expansão da indústria fonográfica e permaneceu ligado à música mesmo diante das mudanças provocadas pela televisão e, posteriormente, pelas novas plataformas de comunicação. Essa longevidade ajudou a transformar seu nome em uma referência para admiradores da música romântica.

A notícia da morte repercutiu especialmente entre admiradores e profissionais ligados à cultura pernambucana. A permanência do artista no Recife por várias décadas contribuiu para criar uma relação próxima com a cidade e com o público local. Para muitos admiradores, sua trajetória também representa uma conexão entre diferentes momentos da música romântica brasileira e a tradição musical popular do Nordeste.

Até o momento, a causa da morte de Roberto Müller não foi divulgada oficialmente. A família e pessoas próximas ainda não apresentaram detalhes públicos sobre as circunstâncias. O sepultamento está previsto para esta sexta-feira (25), no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, onde deverá ocorrer a última despedida ao cantor e compositor.

A trajetória de Roberto Müller fica marcada por quase sete décadas de dedicação à música. Desde os primeiros trabalhos na Rádio Timbira, em 1955, passando pela experiência nas principais emissoras do Rio de Janeiro e pela conquista de discos de ouro, até a vida construída no Recife, o artista deixou uma história ligada à música romântica e popular. Aos 89 anos, sua partida encerra uma longa caminhada artística, mas seu repertório permanece como parte da memória musical construída ao longo de gerações.

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