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Brasil de luto: morre querido cantor, notícia pegou todos de surpresa

O mundo do samba amanheceu mais silencioso nesta terça-feira (30). Gilsinho, intérprete oficial da Portela desde 2006 e também figura presente na Tom Maior, de São Paulo, faleceu aos 55 anos. A notícia foi confirmada pela agremiação de Madureira, que lamentou profundamente a perda de um de seus maiores símbolos musicais. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada, mas amigos próximos relataram que o cantor havia passado por uma cirurgia bariátrica na última semana, recebendo alta hospitalar no sábado (27).

A trajetória de Gilsinho no carnaval carioca e paulista foi marcada por intensidade, dedicação e uma voz inconfundível. Mais do que um intérprete, ele se consolidou como uma referência artística e afetiva para os portelenses, tornando-se um elo entre as novas gerações e a tradição centenária da escola. Seu timbre potente, capaz de arrepiar multidões já nos primeiros acordes do samba, era aguardado com ansiedade a cada desfile, especialmente no momento em que a águia da Portela abria suas asas na Sapucaí.

Segundo amigos próximos, após a alta hospitalar, Gilsinho vinha apresentando sinais de complicações que se agravaram a partir de segunda-feira (29). A notícia de sua morte chocou familiares, amigos e admiradores, que ainda tentam assimilar a partida repentina. Nas redes sociais, as homenagens começaram a se multiplicar em questão de minutos, revelando a dimensão de sua importância para o carnaval brasileiro e para a cultura popular.

A ligação de Gilsinho com a Portela não era apenas profissional, mas também profundamente afetiva. Filho de Jorge do Violão, integrante da Velha Guarda da escola entre as décadas de 70 e 80, ele cresceu cercado pelo universo do samba. Seu ingresso como intérprete oficial em 2006 foi visto não apenas como um triunfo pessoal, mas como a continuidade de uma linhagem musical que sempre caminhou de mãos dadas com a história da azul e branca de Madureira.

Em São Paulo, sua presença na Tom Maior reforçava a versatilidade e a força de seu talento. O intérprete conseguia transitar entre diferentes públicos e escolas sem perder sua identidade, sempre carregando consigo o compromisso de honrar o pavilhão que representava. Essa capacidade de dialogar com diferentes plateias ampliou sua relevância e o transformou em um artista querido em dois dos principais carnavais do país.

A morte de Gilsinho ocorre em um momento em que o samba vive uma fase de renovação, marcada pelo resgate de tradições e pelo fortalecimento das novas gerações de intérpretes. Sua ausência deixa uma lacuna difícil de preencher, não apenas pelo impacto vocal, mas pelo carisma e pela energia contagiante que imprimia em cada ensaio, em cada show, em cada desfile. O silêncio deixado pela sua voz será sentido não apenas na Sapucaí e no Anhembi, mas em todo espaço onde o samba é celebrado como expressão máxima da cultura brasileira.

Enquanto os detalhes sobre o velório e o sepultamento ainda não foram confirmados, o sentimento que prevalece entre amigos, familiares e admiradores é o de gratidão. Gratidão pela entrega de uma vida inteira ao samba, gratidão pela emoção proporcionada a cada desfile e gratidão por manter viva a chama da Portela e da Tom Maior. Gilsinho se despede, mas deixa um legado que ecoará eternamente nos versos, nos tamborins e, sobretudo, nos corações de quem o ouviu cantar.

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