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Alexandre Pires é alvo de nova ação da Polícia Federal em investigação sobre garimpo

O cantor Alexandre Pires voltou a aparecer no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Federal. Nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, o artista foi alvo de uma nova fase da Operação Disco de Ouro, investigação que apura suspeitas relacionadas à exploração ilegal de minério, movimentações financeiras e possível lavagem de dinheiro envolvendo recursos provenientes de garimpo.

A operação mira um grupo de pessoas e empresas que, segundo as investigações, teria atuado em um esquema relacionado à exploração e comercialização irregular de cassiterita, minério utilizado na indústria. Parte da apuração envolve atividades realizadas na região da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, área que há anos enfrenta problemas associados ao garimpo ilegal e aos impactos ambientais e sociais provocados pela atividade.

Nesta nova etapa, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e determinou medidas de sequestro de bens e valores. As diligências têm como objetivo reunir novos elementos que possam esclarecer a origem e o destino de recursos movimentados pelos investigados. A investigação também procura identificar como empresas e pessoas físicas teriam participado das operações financeiras sob suspeita.

O nome de Alexandre Pires voltou a ser relacionado ao caso em razão de movimentações financeiras que estão sendo analisadas pelos investigadores. Conforme informações divulgadas sobre a operação, uma empresa ligada ao cantor teria recebido aproximadamente R$ 2,5 milhões de recursos que passaram a ser examinados no contexto da investigação.

A existência dessa movimentação, porém, não significa que o artista tenha sido condenado ou que sua participação em eventual esquema criminoso esteja comprovada. O cantor aparece como alvo da investigação, e as autoridades ainda trabalham para esclarecer as circunstâncias das transações e eventual relação delas com os fatos investigados.

Alexandre Pires já havia sido citado na primeira fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada em 2023. Na ocasião, o cantor foi alvo de uma ação de busca e apreensão enquanto estava em um cruzeiro onde realizava apresentações. O episódio chamou atenção na época justamente por envolver uma personalidade conhecida do cenário musical brasileiro.

Desde então, a defesa do artista tem negado qualquer envolvimento dele com atividades de garimpo ilegal ou extração de minério. A versão apresentada pelos representantes do cantor é de que sua relação com o empresário Matheus Possebon, também investigado no caso, estaria ligada a atividades profissionais relacionadas à realização e intermediação de shows.

A nova fase da investigação não representa, portanto, uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade de Alexandre Pires. No sistema de Justiça, uma pessoa investigada ainda precisa ter sua eventual responsabilidade demonstrada ao longo da apuração e, caso haja denúncia, posteriormente analisada pelas autoridades competentes.

A Operação Disco de Ouro faz parte de uma investigação mais ampla sobre a possível utilização de estruturas empresariais e financeiras para movimentar recursos que teriam origem em atividades ilegais. A Polícia Federal busca reconstruir as operações e identificar os responsáveis por cada etapa do suposto esquema.

O caso deverá continuar sendo acompanhado nos próximos dias, principalmente diante das novas informações obtidas durante as buscas e das análises de documentos, equipamentos e dados financeiros eventualmente apreendidos. Esses materiais podem ajudar os investigadores a esclarecer a participação de cada pessoa ou empresa citada na apuração.

Enquanto a investigação prossegue, Alexandre Pires permanece negando envolvimento com as atividades criminosas investigadas. Até o momento, o fato confirmado é que o cantor foi alvo de uma nova ação da Polícia Federal no âmbito da Operação Disco de Ouro. As suspeitas levantadas pelas autoridades ainda dependem do avanço das investigações e da eventual apresentação de provas que possam confirmar ou afastar as hipóteses investigadas.

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