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Esse é o motivo que fez o Athletico votar a favor da redução de estrangeiros no futebol brasileiro

O Athletico tomou uma posição que chama atenção diante do próprio perfil de seu elenco no Campeonato Brasileiro. Mesmo contando atualmente com 11 jogadores estrangeiros, o clube paranaense votou a favor da proposta apresentada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para reduzir gradualmente o limite de atletas de fora do país nas equipes brasileiras. A decisão foi tomada em reunião que contou com representantes dos clubes da Série A e estabelece uma mudança que será implantada aos poucos nos próximos anos. Atualmente, cada equipe pode relacionar até nove estrangeiros por partida. Pela proposta aprovada, esse número começará a cair para oito em 2027 e seguirá sendo reduzido até chegar a cinco em 2030. O Athletico esteve representado pelo diretor de futebol e financeiro Márcio Lara e, apesar de possuir um dos elencos com maior quantidade de estrangeiros da competição, entendeu que a alteração pode contribuir para uma mudança importante no futebol brasileiro. A avaliação da diretoria rubro-negra é de que a medida pode ampliar as oportunidades para jogadores formados dentro dos próprios clubes.

A posição do Athletico está relacionada principalmente à possibilidade de aumentar a utilização dos jovens das categorias de base. De acordo com a avaliação da cúpula rubro-negra, a redução do espaço destinado aos estrangeiros é considerada “muito boa e necessária”, justamente por estimular as equipes a olharem com mais atenção para os atletas formados internamente. A diretoria entende que a nova regra pode criar um cenário no qual jogadores das categorias de base tenham mais oportunidades de integrar os elencos profissionais e participar das partidas do Campeonato Brasileiro. A mudança, portanto, não foi interpretada pelo clube apenas pelo impacto imediato no atual elenco, mas também pelos efeitos que poderá produzir na formação e aproveitamento de novos jogadores ao longo dos próximos anos. A princípio, o Athletico também não demonstra preocupação com a possibilidade de uma valorização excessiva dos atletas disponíveis no mercado brasileiro em razão da maior procura provocada pela nova regra. A decisão da diretoria considera o planejamento de longo prazo do clube e a estrutura existente para formação de jogadores.

A votação também estabeleceu uma alteração relacionada ao número de atletas que poderão ser inscritos no Brasileirão. A partir do próximo ano, os clubes poderão registrar até 50 jogadores para a competição, sendo que pelo menos 20 deles deverão ter até 23 anos. A ideia também será implementada de forma progressiva. Até 2030, a previsão é que os elencos inscritos no campeonato tenham uma divisão de 25 jogadores de idade livre e outros 25 com menos de 23 anos. A mudança acompanha a proposta de ampliar o espaço para atletas mais jovens e estimular o desenvolvimento de jogadores que ainda estão em processo de consolidação no futebol profissional. Para o Athletico, que historicamente possui uma estrutura voltada à formação de atletas, a alteração pode representar uma oportunidade de ampliar o aproveitamento de jogadores do CT do Caju. A decisão também ocorre em um momento no qual o clube conta com uma presença expressiva de estrangeiros no elenco principal, o que torna o posicionamento ainda mais relevante dentro do debate sobre os rumos do futebol nacional.

O atual grupo rubro-negro possui 11 estrangeiros, número que coloca o Athletico entre os clubes que mais utilizam jogadores de outros países no Brasileirão. A equipe paranaense aparece empatada com Internacional e Vasco, todos com 11 atletas estrangeiros, atrás apenas do Botafogo, que conta com 12. O elenco do Furacão é formado por jogadores de diferentes nacionalidades, com forte presença colombiana. Entre os colombianos estão Alejandro García, Carlos Terán, Felipe Aguirre, Juan Portilla, Kerwin Vargas e Kevin Viveros, enquanto Bruno Zapelli, Gastón Benavídez e Lucas Esquivel representam a Argentina. A lista apresentada sobre o elenco também destaca a presença de outros estrangeiros que integram o grupo rubro-negro. Entre os nomes de maior destaque está justamente Kevin Viveros, atacante colombiano que atravessa um momento importante na competição e aparece como artilheiro do Brasileirão, com 18 gols marcados. A presença desses jogadores demonstra como o mercado internacional passou a ter peso significativo na montagem do elenco athleticano.

O cenário do futebol brasileiro mostra diferenças importantes entre os clubes quando o assunto é utilização de estrangeiros. Além do Botafogo, líder nesse levantamento com 12 jogadores de fora do país, Athletico, Internacional e Vasco aparecem com 11 cada. Flamengo e Grêmio possuem dez, enquanto Atlético-MG, Cruzeiro e Fluminense contam com nove. Bahia, Bragantino e Palmeiras têm oito estrangeiros, seguidos por Corinthians, Coritiba e São Paulo, com sete. Remo, Santos e Vitória aparecem com seis, e a Chapecoense tem cinco. Na votação realizada com os clubes da primeira divisão, apenas Bahia e Flamengo se posicionaram contra a diminuição do limite. A maioria, portanto, apoiou a mudança proposta pela CBF, que terá um período de adaptação antes de alcançar o limite de cinco estrangeiros por equipe em 2030. O processo permitirá que os clubes reorganizem gradualmente seus elencos e seus planejamentos para as próximas temporadas.

Para o Athletico, a aprovação da nova regra não significa necessariamente abandonar a estratégia de buscar jogadores estrangeiros. A posição adotada pela diretoria está ligada principalmente ao entendimento de que o futebol brasileiro precisa ampliar o espaço para atletas formados nas próprias categorias de base. O clube poderá continuar trabalhando com diferentes mercados, mas terá de considerar as novas regras conforme elas forem implementadas. Ao mesmo tempo, a exigência crescente de jogadores jovens nos elencos poderá colocar ainda mais atenção sobre o trabalho realizado no CT do Caju. Com a redução gradual do limite de estrangeiros e o aumento da quantidade mínima de atletas sub-23, o planejamento das equipes deverá passar por adaptações. No caso do Athletico, a decisão ganha um significado particular justamente porque o clube está entre aqueles que atualmente possuem mais estrangeiros no campeonato. Assim, enquanto nomes como Viveros seguem tendo papel de destaque dentro de campo, a formação de novos talentos paranaenses poderá ganhar espaço cada vez maior nos planos do Furacão.

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