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Lula volta confundir Janja com Marisa durante comício em SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trocou o nome da primeira-dama, Janja da Silva, pelo de sua ex-esposa Marisa Letícia durante um comício realizado em Guarulhos, na Grande São Paulo, na sexta-feira (18). O episódio ocorreu enquanto Lula comentava futebol e criticava o crescimento das plataformas de apostas esportivas no país. Ao relembrar os minutos finais de uma partida do Corinthians na Libertadores, o presidente contou que havia conversado com a esposa naquele momento, mas utilizou duas vezes o nome de Marisa. Logo depois da declaração, Janja se aproximou e falou brevemente ao ouvido do presidente. Lula não fez uma correção verbal explícita diante do público e prosseguiu com o discurso. A cena foi registrada na transmissão do evento e repercutiu nas redes sociais e em veículos de imprensa ao longo do fim de semana. O encontro em Guarulhos fazia parte da agenda eleitoral do presidente, que disputa a reeleição em 2026 e participou do ato ao lado de aliados e candidatos de sua coligação. 

A troca de nomes ocorreu durante uma parte do discurso dedicada às casas de apostas, conhecidas como bets. Lula vinha criticando a influência dessas empresas sobre o futebol brasileiro e afirmou que pretende buscar mudanças profundas no setor caso seja reeleito. A discussão ganhou espaço na campanha depois que clubes e entidades ligadas ao futebol manifestaram preocupação com propostas envolvendo a regulamentação e a tributação das apostas. Durante o comício, o presidente utilizou a recente eliminação do Corinthians como exemplo para falar sobre sua relação com o esporte. Foi ao contar como acompanhou a partida e a cobrança de um pênalti que Lula se referiu à atual esposa como Marisa. Além de Janja, participaram do evento o vice-presidente e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista, e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). O próprio PT divulgou posteriormente que a questão das apostas ocupou parte significativa do discurso de Lula naquela noite. 

O episódio de Guarulhos não foi a primeira ocasião registrada em 2026 em que Lula trocou os nomes de Janja e Marisa durante uma manifestação pública. Em fevereiro, durante uma agenda em Mauá, também no estado de São Paulo, o presidente começou a mencionar Marisa enquanto falava sobre uma atividade de saúde que faria ao lado de Janja e corrigiu o nome durante a própria frase. Em agosto, durante um ato realizado em Belo Horizonte, ocorreu uma situação semelhante no sentido inverso: Lula falava sobre o período de seu casamento com Marisa e mencionou Janja. Na ocasião, pessoas presentes reagiram e o presidente fez a correção imediatamente antes de continuar a falar sobre a trajetória pessoal e sobre seu relacionamento atual. Veículos como Poder360, CNN Brasil e Gazeta do Povo registram que o episódio desta sexta-feira é pelo menos a terceira ocorrência pública desse tipo neste ano. Esses registros permitem constatar a repetição das trocas de nomes, mas não oferecem elementos para conclusões sobre as causas desses episódios. 

Marisa Letícia Lula da Silva foi casada com Lula por mais de quatro décadas e acompanhou parte importante da trajetória política do atual presidente, desde o período de sua atuação sindical até os primeiros mandatos no Palácio do Planalto. Ela morreu em 2017, após sofrer um acidente vascular cerebral. Lula e Rosângela da Silva, conhecida como Janja, oficializaram o casamento em 2022. Desde então, Janja passou a acompanhar o presidente em diversas agendas oficiais, eventos políticos e compromissos internacionais. Durante a campanha de 2026, ela também tem participado de atos públicos e atividades eleitorais ao lado do marido. Esse contexto biográfico ajuda a explicar por que os dois nomes aparecem em relatos pessoais feitos pelo presidente, embora não seja possível estabelecer, a partir disso, a razão específica para as trocas ocorridas nos discursos. No evento de Guarulhos, Janja permaneceu ao lado de Lula e de outros integrantes da campanha depois do episódio, sem que fosse registrada qualquer manifestação pública dela atribuindo maior significado à situação. 

A repercussão ocorreu em um momento de intensa movimentação eleitoral. A menos de três semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, Lula tem ampliado a participação em comícios e atos de campanha em diferentes regiões do país. Em São Paulo, o evento de Guarulhos também buscou fortalecer as candidaturas de aliados, sobretudo Fernando Haddad ao governo estadual e Marina Silva e Simone Tebet ao Senado. Os discursos do encontro abordaram temas como economia, participação feminina na política, programas sociais, futebol e apostas online. A troca de nomes, apesar de ocupar apenas alguns segundos de uma fala mais extensa, ganhou circulação nas redes sociais e tornou-se um dos trechos mais compartilhados do evento. Em períodos eleitorais, momentos isolados de discursos frequentemente recebem repercussão maior do que outros temas tratados no mesmo ato, razão pela qual é importante contextualizar o episódio dentro da agenda mais ampla realizada naquela noite. 

Até este domingo (20), o episódio registrado em Guarulhos é objetivamente uma nova troca pública entre os nomes de Janja e Marisa, semelhante a outras ocorridas ao longo de 2026. Não há base factual suficiente para transformar esses episódios, por si só, em diagnóstico médico, avaliação sobre a capacidade cognitiva do presidente ou qualquer outra conclusão sobre seu estado de saúde. Avaliações dessa natureza exigiriam informações clínicas e manifestação de profissionais responsáveis, e não podem ser estabelecidas a partir de trechos de discursos. Jornalisticamente, o fato verificável é que Lula mencionou o nome de Marisa duas vezes quando se referia a uma conversa com Janja, que estava presente no comício, e seguiu normalmente com sua participação no evento. O episódio passou a integrar o noticiário da campanha presidencial por repetir uma situação registrada anteriormente, enquanto a agenda eleitoral segue concentrada na disputa por votos e nas propostas apresentadas pelos candidatos para as eleições de outubro. 

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