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Tragédia no Rio: Querido artista morre afogado na Praia de Ipanema e fãs ficam em choque

A arte contemporânea brasileira perdeu, aos 43 anos, um de seus nomes que vinha ganhando destaque no cenário nacional e internacional. O artista plástico Rodrigo Cass morreu nesta quinta-feira (17), após passar mal no mar na Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele chegou a ser retirado da água por equipes de salvamento e encaminhado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu. A morte foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde e pela galeria Fortes D’Aloia & Gabriel, responsável por representar o artista.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, o chamado para atender a ocorrência foi registrado por volta das 13h06, na região próxima ao Posto 9. Militares do Grupamento Marítimo de Copacabana foram deslocados para realizar o resgate. Rodrigo foi encontrado em estado considerado muito grave e recebeu atendimento emergencial ainda durante o socorro. Em seguida, foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, onde a equipe médica continuou os procedimentos necessários.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, Rodrigo chegou à unidade hospitalar em parada cardiorrespiratória. Os profissionais do hospital realizaram as medidas de emergência indicadas para tentar reverter o quadro, mas o artista morreu posteriormente. O Corpo de Bombeiros informou que ele havia sido classificado como grau 6 de afogamento, classificação utilizada para identificar os casos mais graves. A ocorrência mobilizou equipes de salvamento e atendimento médico durante a tarde de quinta-feira.

A notícia teve repercussão também no meio artístico. Rodrigo Cass havia construído uma trajetória de mais de duas décadas nas artes visuais e era representado pela galeria Fortes D’Aloia & Gabriel desde 2014. A instituição lamentou a perda e destacou a importância de sua produção para a arte contemporânea brasileira. Natural de São Paulo, Rodrigo se formou em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina e desenvolveu trabalhos em diferentes linguagens, incluindo relevos, fotografias e vídeo-esculturas.

Antes de se dedicar integralmente às artes, Rodrigo teve uma experiência bastante particular ligada à religião. Entre 2000 e 2008, integrou a Ordem do Carmo como religioso carmelita. Essa vivência acabou fazendo parte de sua trajetória pessoal e também influenciou aspectos de sua produção artística. Em seus trabalhos, o artista explorava temas relacionados à espiritualidade, à matéria, às formas e às referências da tradição católica, criando uma linguagem própria dentro da arte contemporânea.

Ao longo da carreira, Cass alcançou espaços importantes no circuito artístico brasileiro e internacional. Suas obras passaram a integrar acervos de instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), o Museu de Arte da Pampulha, em Minas Gerais, e o Centre Pompidou, em Paris. Também realizou exposições individuais no Brasil e em outros países, incluindo Portugal, França e Estados Unidos. Uma de suas obras estava em exibição no MAM de São Paulo como parte da 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira.

A morte aconteceu justamente em um período de projeção para o artista. Segundo informações publicadas pela imprensa especializada, Rodrigo vinha ampliando sua presença no circuito internacional e apresentava trabalhos que uniam referências espirituais, materiais diversos e experiências visuais. A galeria que o representava destacou sua pesquisa artística e a contribuição que deixou para o segmento. Familiares, amigos e pessoas ligadas ao meio cultural receberam a notícia com pesar. Rodrigo deixou o marido, além de familiares próximos.

O velório e o sepultamento foram programados para este sábado (19), em São Paulo, conforme informações divulgadas pela família. A despedida ocorre enquanto o meio artístico presta homenagens a um profissional que dedicou mais de 20 anos à criação e à pesquisa visual. A trajetória de Rodrigo Cass, marcada pela passagem pela vida religiosa e pela posterior construção de uma carreira reconhecida nas artes, deixa registros em importantes instituições culturais.

A ocorrência no litoral do Rio encerra uma trajetória que estava em plena atividade. Aos 43 anos, Rodrigo ainda tinha trabalhos circulando em exposições e instituições de referência. Sua produção, marcada pelo diálogo entre arte, matéria e espiritualidade, permanece registrada em museus, galerias e coleções que acompanharam sua evolução profissional. A confirmação da morte provocou manifestações de pesar e reforçou a dimensão da perda para familiares e para o cenário das artes visuais brasileiras.

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