Babi Cardoso está desaparecida há 12 dias e polícia não descarta homicídio

O desaparecimento de Gabriela Evaldt Cardoso, conhecida como Babi Cardoso, de 23 anos, ganhou um novo capítulo nesta semana após a localização do carro que ela utilizava. O veículo foi encontrado na quarta-feira (16), dentro da garagem de um imóvel abandonado no bairro Portelinha, em Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A jovem não é vista desde o dia 6 de setembro, quando saiu de Torres com destino a Tramandaí. A descoberta do automóvel levou a Polícia Civil a ampliar as diligências para tentar esclarecer o que aconteceu e descobrir o paradeiro de Gabriela.
O automóvel, um Volkswagen Gol branco pertencente à família da jovem, estava sem a placa de identificação e apresentava alterações em alguns elementos que poderiam facilitar seu reconhecimento. Segundo informações divulgadas sobre o caso, o imóvel onde o carro foi localizado estava desocupado havia cerca de dois anos. A localização ocorreu durante as diligências da Polícia Civil e, conforme relatos divulgados pela imprensa, também houve uma denúncia anônima indicando o endereço. O veículo foi retirado do local e encaminhado para um depósito policial para que pudesse passar por novas análises.
A presença do carro em um imóvel sem ocupação passou a ser um dos principais pontos analisados pelos investigadores. Equipes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) estiveram no endereço para realizar procedimentos técnicos no automóvel e no imóvel. Entre os trabalhos realizados estão exames papiloscópicos e a coleta de vestígios que poderão contribuir para futuras análises, inclusive eventual confronto genético. A intenção é reunir elementos capazes de ajudar a reconstruir os últimos passos de Gabriela e esclarecer como o veículo chegou até aquele endereço.
A Polícia Civil também informou que o celular utilizado pela jovem foi localizado e está sendo analisado. As informações armazenadas no aparelho podem auxiliar na reconstrução dos deslocamentos realizados antes do desaparecimento. Além disso, investigadores continuam ouvindo pessoas que possam contribuir com informações e verificando possíveis locais por onde Gabriela tenha passado. O delegado Alexandre Souza, responsável pelo caso, afirmou que as investigações avançaram, mas que os detalhes das diligências não serão divulgados neste momento para não prejudicar o trabalho das equipes.
Gabriela desapareceu na noite de 6 de setembro. Segundo a Polícia Civil, o último contato dela com familiares ocorreu por volta das 22h. Na ocasião, a jovem informou que estava bem e que retornaria para casa. Ela havia saído de Torres com destino a Tramandaí e pretendia voltar posteriormente para a residência da mãe, Rosane Evaldt. O retorno, porém, não aconteceu. Informações divulgadas pela família indicam ainda que o último contato conhecido com uma amiga ocorreu aproximadamente às 23h daquela mesma noite. Desde então, não houve novas notícias sobre o paradeiro da jovem.
Outro ponto que chamou a atenção durante as buscas foi a localização do telefone de Gabriela em Tramandaí após o desaparecimento. As informações obtidas a partir do aparelho passaram a ser analisadas pelas autoridades como parte da tentativa de reconstruir os acontecimentos daquela noite. Câmeras de monitoramento e outros dados também podem ajudar os investigadores a estabelecer o trajeto percorrido pela jovem entre Torres e Tramandaí. A localização do automóvel acrescentou uma nova informação ao caso, mas, até o momento, não permitiu determinar onde Gabriela está.
Com o avanço da investigação, a Polícia Civil passou a considerar também a possibilidade de homicídio entre os cenários analisados. A informação foi confirmada pelo delegado Alexandre Souza nesta sexta-feira (18). No entanto, a própria corporação ressalta que nenhuma linha investigativa foi descartada. Isso significa que os investigadores continuam avaliando diferentes possibilidades a partir dos elementos já reunidos, sem apresentar publicamente uma conclusão sobre o que aconteceu com a jovem. Também não foram divulgados nomes de possíveis suspeitos, motivação ou detalhes sobre a dinâmica do desaparecimento.
A localização do veículo, portanto, representa um avanço na coleta de informações, mas não significa que Gabriela tenha sido encontrada. A jovem continua desaparecida e a prioridade das equipes permanece sendo localizar seu paradeiro e esclarecer as circunstâncias do caso. A Polícia Civil informou que novas informações serão divulgadas quando isso não representar risco às diligências que ainda estão em andamento. Enquanto isso, familiares e amigos continuam aguardando respostas e mobilizando pessoas nas redes sociais para ajudar a ampliar a divulgação do desaparecimento.
Informações que possam contribuir para a localização de Gabriela podem ser encaminhadas à Delegacia de Polícia de Tramandaí pelo e-mail tramandai-dp@pc.rs.gov.br ou de forma anônima pelo telefone 181. A orientação das autoridades é que qualquer informação relevante seja comunicada pelos canais oficiais, permitindo que os dados sejam analisados pelas equipes responsáveis pela investigação.



