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Lula diz que vai levará Janja para reunião com Trump e atitude da primeira dama foi essa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira, 29 de setembro, durante a 5ª Conferência Nacional de Política para as Mulheres, em Brasília, que pretende levar a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, ao encontro que terá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A fala arrancou risos da plateia, sobretudo porque Janja, presente ao evento, reagiu com um gesto divertido de negação, em tom de brincadeira, mostrando o clima descontraído entre o casal.

O possível encontro entre Lula e Trump ainda não tem data definida, mas ganhou força após o norte-americano acenar positivamente em discurso realizado na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Apesar da falta de confirmação oficial, a expectativa em torno do diálogo cresce, principalmente pelo simbolismo de uma aproximação direta entre os dois líderes em um momento de grandes desafios geopolíticos.

Em sua fala, Lula aproveitou para ressaltar a relevância das mulheres em sua vida pessoal e trajetória política. O presidente destacou uma frase recorrente de Janja: “O futuro da humanidade é feminino, portanto, se preparem que mais dia, menos dia, vocês vão estar governando esse planeta”. O comentário foi recebido com aplausos e reforçou o tom feminista do evento, além de evidenciar a influência da primeira-dama no discurso do chefe do Executivo.

Nos últimos meses, Janja tem ampliado sua presença em agendas internacionais, acompanhando ou até mesmo antecedendo Lula em compromissos oficiais. Em viagens ao Japão, à Rússia e recentemente aos Estados Unidos, ela representou o Brasil em encontros com autoridades, artistas e organizações sociais. Em abril, durante a visita à China para o encontro entre Lula e Xi Jinping, Janja repercutiu ao alertar sobre os riscos das redes sociais, especialmente o TikTok, recebendo críticas, mas também o apoio público do presidente, que defendeu sua atuação.

O Palácio do Planalto e o Itamaraty discutem qual será o formato mais adequado para o diálogo inicial com Trump. Entre os auxiliares do governo, existe consenso de que um primeiro contato virtual, por telefone ou videoconferência, poderia ser mais prudente antes de um encontro presencial. Essa estratégia reduziria tensões e permitiria uma aproximação diplomática gradual.

Ainda assim, existe a possibilidade concreta de uma reunião cara a cara em breve. Os cenários cogitados incluem a Casa Branca, a residência de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, ou até mesmo um país neutro, aproveitando agendas internacionais já previstas. Lula tem compromissos oficiais em outubro na Itália, Indonésia e Malásia, e justamente na cúpula da Asean, marcada para Kuala Lumpur, Trump pode estar presente, criando oportunidade para que os dois presidentes se encontrem pessoalmente.

A eventual participação de Janja no encontro reforçaria sua condição de primeira-dama atuante, tanto em pautas sociais quanto na diplomacia informal. Para Lula, a presença dela simboliza não apenas apoio pessoal, mas também um gesto político, transmitindo a imagem de um governo comprometido com a diversidade e com o fortalecimento do papel feminino.

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