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Resultado de DNA da mãe de crianças desaparecidas é revelado e choca a web

A expectativa da família de Allan Michael, de 4 anos, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (18). O resultado do exame de DNA realizado após a localização de uma criança nos Estados Unidos confirmou que o menino encontrado na Flórida não é Allan. A possibilidade havia despertado esperança entre os familiares depois que imagens divulgadas pelas autoridades norte-americanas mostraram uma criança com características físicas que, na avaliação da mãe, poderiam lembrar o filho desaparecido em Bacabal, no Maranhão. A confirmação genética, porém, afastou essa hipótese.

O material genético utilizado na comparação foi coletado da mãe de Allan, Clarice Cardoso, depois que ela procurou as autoridades brasileiras ao tomar conhecimento da criança localizada nos Estados Unidos. Antes do resultado, Clarice havia relatado que algumas características físicas do menino chamaram sua atenção. Mesmo diante da semelhança, a própria família reconhecia que somente uma análise genética poderia confirmar ou descartar oficialmente a possibilidade. A coleta foi realizada justamente para transformar a suspeita levantada pelas imagens em uma resposta objetiva.

A expectativa ganhou força porque a criança estava entre os menores localizados durante uma grande operação realizada na Flórida, que encontrou 163 crianças e adolescentes de diferentes nacionalidades e idades. O caso chegou a mobilizar autoridades brasileiras porque Allan e sua irmã, Ágatha Isabelly, de 6 anos, não possuíam registros biométricos que facilitassem uma identificação imediata em bases oficiais. Por isso, a utilização do material genético da mãe se tornou uma das alternativas para verificar a possível relação familiar. Posteriormente, a Polícia Federal informou que nenhuma criança brasileira estava entre as 163 localizadas na operação norte-americana.

O resultado representa uma resposta importante para a família, mas também significa que uma das possibilidades levantadas durante as buscas foi descartada. Allan e Ágatha continuam sem ser localizados desde 4 de janeiro de 2026, quando desapareceram na região do povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Na ocasião, os irmãos estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, de 8 anos. O menino foi encontrado três dias depois, enquanto os dois irmãos permaneceram desaparecidos. Desde então, diferentes equipes participaram das buscas e diversas informações foram analisadas pelas autoridades.

Ao longo dos meses, outras possíveis pistas também foram verificadas. Denúncias sobre crianças que poderiam ser Allan e Ágatha chegaram a mobilizar equipes em diferentes locais, mas algumas dessas informações foram posteriormente descartadas. Em janeiro, por exemplo, autoridades investigaram relatos sobre duas crianças que estariam em São Paulo e no Pará, mas as verificações realizadas não confirmaram qualquer relação com os irmãos desaparecidos. Uma das pistas consideradas durante as buscas surgiu quando cães farejadores apontaram a presença das crianças em uma casa abandonada conhecida na região como “casa caída”. Mesmo com as diligências realizadas posteriormente, os irmãos não foram encontrados.

Com o avanço do tempo, a família também passou a buscar mecanismos de cooperação internacional. Em setembro, a advogada Nathaly Moraes informou que a Polícia Federal havia colocado à disposição ferramentas da Interpol para auxiliar na procura pelos irmãos caso existissem informações de que eles poderiam estar fora do Brasil. A possibilidade de inclusão dos nomes em mecanismos internacionais de busca passou a fazer parte das medidas adotadas pela família para ampliar o alcance das investigações. A cooperação internacional, entretanto, não significava que Allan ou Ágatha haviam sido encontrados.

Agora, com o resultado do exame, a possibilidade de a criança localizada na Flórida ser Allan foi oficialmente afastada. A resposta encerra uma dúvida específica, mas não modifica o principal objetivo da família: descobrir onde estão os dois irmãos. As autoridades maranhenses continuam acompanhando o caso, que permanece sob investigação e com informações restritas em razão do segredo de Justiça. A família segue aguardando novas pistas que possam ajudar a esclarecer o paradeiro das crianças.

O caso de Allan e Ágatha permanece entre as situações de desaparecimento que mobilizam familiares e autoridades há meses. Para Clarice Cardoso, cada informação precisa ser analisada com cuidado, principalmente diante da dimensão internacional que as buscas passaram a alcançar. O exame realizado nos Estados Unidos trouxe uma resposta que elimina uma possibilidade, mas a procura pelos irmãos continua. Informações que possam contribuir para a localização das crianças podem ser encaminhadas às autoridades por meio dos canais oficiais de denúncia.

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