Após ocorrido com Maurício Kubrusly, Maju Coutinho presta homenagem ao vivo: ‘Obrigada pela sua existência’

O último domingo (28) foi especial para o jornalismo brasileiro. O Fantástico, tradicional revista eletrônica da TV Globo, celebrou os 80 anos de Maurício Kubrusly, um dos repórteres mais marcantes da história do programa. Conhecido por sua irreverência, proximidade com o público e estilo leve, Kubrusly foi lembrado ao vivo pelas apresentadoras Poliana Abritta e Maju Coutinho, que prestaram homenagens cheias de carinho.
A celebração coincidiu com a exibição de uma reportagem sobre Bruce Willis, ator diagnosticado com demência frontotemporal. O caso foi ligado ao de Kubrusly, que enfrenta a mesma condição. A associação trouxe ainda mais emoção ao momento, reforçando a importância de valorizar a trajetória de um jornalista que deixou sua marca na televisão brasileira.
Uma carreira marcada por autenticidade
Maurício Kubrusly é lembrado principalmente pelo quadro “Me Leva, Brasil”, exibido no Fantástico por quase duas décadas. A proposta simples, porém inovadora, era viajar pelo país em busca de personagens anônimos, moradores de cidades pequenas e distantes, que dificilmente teriam espaço na televisão.
Com seu jeito espontâneo, Kubrusly misturava humor e emoção, dando visibilidade às histórias do povo brasileiro. O quadro se tornou um marco, não apenas pelo ineditismo, mas pela capacidade de aproximar a TV Globo de realidades que, até então, raramente eram retratadas. O repórter se destacava por transformar situações corriqueiras em grandes narrativas, valorizando o que há de mais humano na simplicidade.
Antes de se consolidar no Fantástico, Kubrusly já tinha longa experiência no jornalismo. Atuou em coberturas culturais, produziu reportagens inovadoras e sempre transitou com naturalidade entre a informação e o entretenimento. Sua capacidade de se conectar com os entrevistados, somada à autenticidade de sua presença em frente às câmeras, o tornou um dos profissionais mais queridos da televisão.
Homenagem no ar
No programa, as apresentadoras não pouparam elogios. Poliana Abritta parabenizou o colega com palavras afetuosas: “Você é precioso pra gente, Kubrusly. Parabéns, querido, saúde e muito amor.” Já Maju Coutinho reforçou a gratidão pela trajetória do jornalista: “Valeu Kubra, beijo carinhoso pra você, pra Bia, obrigada pela sua existência.”
As mensagens mostraram o quanto Kubrusly é respeitado e querido não apenas pelo público, mas também pelos colegas de profissão. Sua contribuição ao jornalismo é reconhecida como única, especialmente por ter humanizado a forma de contar histórias.
Documentário no Globoplay
Além da homenagem no Fantástico, a trajetória de Kubrusly pode ser revisitada no documentário disponível no Globoplay, intitulado “Kubrusly: Mistério Sempre Há de Pintar por Aí”. A produção resgata momentos marcantes da carreira e oferece ao público a chance de revisitar entrevistas, viagens e histórias que marcaram gerações de telespectadores.
O documentário reforça a ideia de que Kubrusly foi mais do que um repórter: ele se tornou um símbolo de autenticidade e criatividade dentro do telejornalismo. Sua habilidade de narrar o cotidiano e de se aproximar de personagens comuns é vista como um diferencial que ajudou a renovar o formato do Fantástico.
Legado e reconhecimento
Ao completar 80 anos, mesmo enfrentando desafios de saúde, Maurício Kubrusly se mantém como uma referência. Seu estilo, sempre aberto ao improviso e ao inesperado, mostrou que o jornalismo pode ser informativo sem perder a leveza. Ele deu voz a pessoas que raramente apareciam na TV, mostrando que a grande reportagem também pode nascer das pequenas histórias.
O carinho manifestado ao vivo por Maju e Poliana é reflexo do respeito conquistado ao longo de décadas de dedicação. Em tempos em que a televisão se reinventa diante da concorrência das plataformas digitais, a lembrança de Kubrusly reforça o valor de profissionais que marcaram a memória afetiva dos brasileiros.
A homenagem do Fantástico a Maurício Kubrusly foi mais do que uma celebração de aniversário: foi um reconhecimento público da importância de sua contribuição ao jornalismo. Em uma carreira de irreverência e humanidade, ele mostrou que sempre há espaço para o riso, a emoção e o improviso na forma de contar histórias.
Ao completar 80 anos, Kubrusly segue como exemplo de autenticidade e inspiração, lembrando a todos que a boa reportagem é, antes de tudo, um exercício de empatia.



