Tati Machado fala sobre comentários recebidos após ocorrido na primeira gestação

Tati Machado, que atualmente espera o segundo filho, abriu o coração ao falar sobre uma experiência que ainda faz parte de sua trajetória: o luto pela perda do primeiro bebê. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a apresentadora comentou sobre a forma como algumas pessoas se referem às mulheres que passam por uma perda gestacional e revelou que o termo “mãe de anjo” nunca representou a maneira como gostaria de ser vista. Ao abordar o assunto de forma sincera, Tati explicou que existem sentimentos difíceis de colocar em palavras e que cada mulher encontra uma maneira própria de lidar com a ausência. A declaração veio durante a nova gestação, período que também tem despertado emoções diferentes por causa de tudo o que ela viveu anteriormente.
A apresentadora contou que costuma ouvir a pergunta sobre ser “mãe de anjo”, mas admitiu que não se identifica com essa expressão. “Sempre falam assim: ‘Ah, você é mãe de anjo?’. Eu não queria ser mãe de anjo, não. A verdade é essa”, declarou. Para Tati, falar sobre a perda envolve reconhecer também o desconforto, a saudade e as mudanças provocadas pela experiência. Ela explicou que a nova gravidez não acontece de maneira completamente separada do que passou anteriormente. Por isso, sentimentos de alegria podem aparecer acompanhados de receios e lembranças. “A gente acaba não curtindo e não vivenciando tanto a gestação, a gravidez. E tá tudo bem”, afirmou a contratada da TV Globo, deixando claro que não existe uma única forma de experimentar uma nova gravidez depois de uma perda.
Durante o desabafo, Tati também falou sobre o próprio processo de luto e revelou que precisou de tempo para conseguir se aproximar novamente de alguns espaços relacionados ao bebê que perdeu. Segundo a apresentadora, seis meses se passaram até que ela conseguisse entrar no quartinho dele. Ela também contou que fez questão de segurá-lo, embora reconheça hoje que gostaria de ter permanecido mais tempo naquele momento. “No luto é um dia de cada vez, uma hora de cada vez. Eu demorei seis meses para entrar no quartinho dele. Eu fiz questão de segurar, mas eu não segurei tanto quanto eu gostaria de ter segurado. Existe um cansaço e também a instabilidade”, relatou. Ao compartilhar uma experiência tão pessoal, a apresentadora mostrou como o processo pode acontecer de maneira gradual e variar de acordo com cada pessoa.
Tati ainda aproveitou o momento para falar diretamente com mulheres que já passaram por uma perda gestacional, mas direcionou seu principal conselho a quem acompanha alguém vivendo essa experiência. Para ela, muitas vezes, não é necessário encontrar a frase perfeita ou tentar oferecer uma resposta para uma situação que não tem uma solução simples. “Eu acho que mais do que conselho, o conselho é para quem não está passando, mas conhece alguém que está: seja escuta, não precisa falar nada, pois falar ajuda a curar a gente de alguma maneira, ajuda no processo da dor e do luto”, afirmou. A apresentadora destacou, assim, a importância de oferecer espaço para que a pessoa possa falar sobre o que sente, sem pressioná-la a superar rapidamente uma experiência que pode exigir bastante tempo.
A primeira gravidez de Tati Machado terminou em maio de 2025, quando foi anunciada a perda gestacional de Rael. A ausência de batimentos cardíacos do bebê foi constatada quando a gestação estava na 33ª semana. Desde então, a apresentadora passou por diferentes etapas desse processo e agora vive novamente a expectativa de aumentar a família. A atual gravidez também é fruto do casamento com Bruno Monteiro, com quem Tati já dividia a vida quando esperava o primeiro filho. A chegada de uma nova gestação, portanto, representa um novo momento para o casal, mas também acontece em meio às lembranças deixadas pela experiência anterior.
Ao falar publicamente sobre o assunto, Tati Machado mostrou que a felicidade pela nova gravidez pode coexistir com sentimentos relacionados ao que aconteceu anteriormente. Em vez de apresentar o momento como uma experiência simples, a apresentadora reconheceu que o medo, a cautela e a dificuldade de aproveitar cada etapa podem fazer parte dessa caminhada. Sua fala também reforçou a importância de respeitar o tempo de cada pessoa diante do luto e de evitar cobranças sobre como alguém deveria reagir. Agora, enquanto espera o segundo filho, Tati segue compartilhando parte dessa nova fase com o público e usando sua própria experiência para conversar sobre sentimentos que muitas mulheres enfrentam, mas nem sempre conseguem expressar abertamente.



