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Filho do ministro Luiz Fux ofereceu “tapete vermelho” a Vorcaro

Mensagens obtidas pela Polícia Federal e divulgadas nesta terça-feira (15) colocaram novamente o nome do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), no centro das discussões envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Desta vez, os diálogos mostram uma relação próxima entre o banqueiro e o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro.

As conversas foram mantidas entre maio de 2024 e agosto de 2025 e misturam assuntos profissionais, encontros, compromissos sociais e convites para eventos. Em alguns momentos, os dois utilizam termos bastante informais, como “irmão”, o que chamou a atenção diante do contexto atual envolvendo o caso.

Um dos trechos mais comentados ocorreu em novembro de 2024. Na ocasião, Vorcaro procurou Rodrigo Fux e afirmou que gostaria de conversar para receber ajuda em um determinado caso. O advogado respondeu de maneira receptiva e os dois combinaram uma conversa por vídeo. Depois da reunião, Vorcaro enviou um documento para Rodrigo, que afirmou que faria a leitura do material.

O conteúdo das mensagens, contudo, não esclarece qual era o caso mencionado pelo banqueiro nem permite saber exatamente o que foi discutido durante a conversa. Essa é uma ressalva importante para compreender o episódio.

O período também coincide com uma fase de dificuldades financeiras enfrentadas pelo Banco Master. Segundo informações divulgadas a partir de relatório do Banco Central, em novembro daquele ano a instituição passou a enfrentar dificuldades para renovar parte de suas captações.

Em dezembro de 2024, Rodrigo e Vorcaro voltaram a conversar sobre um encontro. Durante a troca de mensagens, o advogado escreveu uma expressão que acabou ganhando destaque: “Tapete vermelho, irmão”. A frase foi utilizada em um contexto de proximidade entre os dois e passou a ser reproduzida em reportagens sobre o caso.

Nos meses seguintes, as conversas continuaram. Eles combinaram cafés, almoços e reuniões em diferentes cidades, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Em determinado momento, Rodrigo chegou a informar que poderia sair de um compromisso no Superior Tribunal de Justiça para encontrar Vorcaro. As mensagens, entretanto, não comprovam isoladamente que todos os encontros marcados tenham realmente acontecido.

A relação também incluía momentos sociais. Em fevereiro de 2025, Vorcaro convidou Rodrigo Fux para um camarote durante o Carnaval do Rio de Janeiro.

O convite não ficou restrito ao advogado. Segundo as mensagens divulgadas, Vorcaro afirmou que Rodrigo poderia levar familiares e amigos. Rodrigo posteriormente enviou os dados necessários para receber os convites e confirmou que havia recebido as informações por e-mail.

O episódio mostra que o contato entre os dois não se limitava às conversas relacionadas a possíveis assuntos profissionais. Havia também uma convivência social registrada nas mensagens. Outro trecho que ganhou repercussão ocorreu em março de 2025. Rodrigo orientou Vorcaro a encaminhar um e-mail para a secretária de seu pai no Supremo Tribunal Federal, colocando o próprio advogado em cópia.

As mensagens divulgadas não apresentam o conteúdo do e-mail nem esclarecem qual seria o assunto tratado. Por isso, não é possível concluir, apenas a partir desse material, qual foi o objetivo da comunicação ou se houve alguma consequência.

Esse ponto passou a ser especialmente observado porque o STF discute atualmente questões relacionadas aos contatos de Vorcaro com pessoas próximas a integrantes da Corte. A assessoria de Rodrigo Fux negou que ele tenha atuado profissionalmente para Vorcaro ou para o Banco Master. Segundo a manifestação divulgada à imprensa, houve uma tentativa de aproximação comercial, mas ela não teria se concretizado.

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