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Carrapato no cabelo do seu filho: o que fazer e quais cuidados tomar

Encontrar um carrapato preso ao cabelo de uma criança pode causar preocupação, principalmente porque o inseto pode ficar escondido entre os fios e passar despercebido por algum tempo. Apesar do susto, o mais importante é manter a calma e agir corretamente. Carrapatos podem transmitir doenças e, por isso, quanto mais rapidamente forem identificados e retirados, melhor. O Ministério da Saúde orienta que, ao encontrar um carrapato aderido ao corpo, ele seja removido com uma pinça, com cuidado para não apertar ou esmagar o animal. A recomendação também vale para crianças, que devem ser examinadas cuidadosamente depois de atividades em áreas com vegetação, gramados ou locais onde possa haver presença desses parasitas.

Quando o carrapato estiver preso à pele do couro cabeludo, a retirada deve ser feita com uma pinça limpa, preferencialmente de ponta fina. Separe os cabelos ao redor para conseguir enxergar exatamente onde o animal está fixado. Em seguida, segure o carrapato o mais próximo possível da superfície da pele, evitando apertar seu corpo, e puxe lentamente para cima, com pressão firme e contínua. Não é recomendado torcer, puxar de maneira brusca ou tentar esmagá-lo durante o procedimento. Orientações do CDC destacam que retirar o carrapato o quanto antes é uma das principais medidas depois de uma exposição, e que uma pinça comum pode ser suficiente para realizar o procedimento corretamente.

Também é importante evitar algumas soluções caseiras que costumam circular na internet. Não coloque óleo, vaselina, esmalte, álcool diretamente sobre o carrapato na tentativa de fazê-lo se desprender e não use calor ou outros métodos para provocar sua saída. Essas estratégias não são recomendadas pelas autoridades de saúde. O ideal é fazer a retirada mecânica com a pinça e, depois, higienizar bem as mãos e o local onde o carrapato estava aderido com água e sabão ou produto apropriado para limpeza da pele. Caso uma pequena parte do aparelho bucal permaneça presa e não seja possível retirá-la facilmente com a pinça, não é aconselhável ficar cutucando a pele repetidamente; a orientação do CDC é deixar o local cicatrizar quando essa parte não puder ser removida com facilidade.

Depois da retirada, não basta verificar apenas o ponto onde o carrapato foi encontrado. É recomendável examinar cuidadosamente o restante do corpo da criança, inclusive atrás das orelhas, na linha do cabelo, pescoço, axilas, cintura, atrás dos joelhos e outras regiões onde esses animais podem ficar escondidos. O cabelo merece atenção especial, pois os carrapatos podem se misturar aos fios e permanecer difíceis de visualizar. Também vale verificar roupas, mochilas e animais de estimação que tiveram contato com a criança, já que carrapatos podem entrar em casa transportados por pessoas, roupas ou animais. O CDC recomenda uma inspeção corporal depois de atividades ao ar livre e destaca especificamente a importância de verificar os cabelos das crianças.

Após uma picada, os pais ou responsáveis devem observar a criança nos dias e semanas seguintes. Febre, manchas ou vermelhidão na pele, dor de cabeça, cansaço incomum, dores musculares ou outros sintomas novos devem ser comunicados a um profissional de saúde, principalmente quando existe histórico de exposição a carrapatos. No Brasil, uma das preocupações relacionadas a esses parasitas é a febre maculosa, doença que exige atenção médica. O Ministério da Saúde orienta que, diante de suspeita clínica, o tratamento seja iniciado rapidamente, sem esperar necessariamente a confirmação laboratorial. Por isso, se a criança apresentar sintomas depois de uma exposição, é importante informar ao profissional de saúde que houve contato com um carrapato e, se possível, quando e onde isso aconteceu.

A melhor maneira de lidar com um carrapato encontrado no cabelo de uma criança é, portanto, agir sem pânico, mas também sem deixar o problema de lado. Retirar o animal rapidamente, utilizando uma pinça e evitando métodos improvisados, higienizar o local e procurar outros possíveis carrapatos são medidas simples que podem reduzir riscos. Depois de passeios em sítios, parques, áreas de mata ou locais com vegetação alta, vale criar o hábito de examinar o cabelo e o corpo das crianças antes de voltar à rotina. O Ministério da Saúde também recomenda roupas que facilitem a identificação dos carrapatos e inspeções frequentes em áreas de risco. O mais importante é lembrar que encontrar um carrapato não significa automaticamente que a criança ficará doente, mas a situação merece atenção, acompanhamento dos sintomas e orientação médica quando houver qualquer sinal fora do habitual.

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